Ecoville – Maior rede de limpeza
Arno Kunzler

Curiosidade

A maioria dos prefeitos já está preparando o último pacote de obras, antes do encerramento dos atuais mandatos e da posse dos novos governantes em 2021, exceto os que forem reeleitos.

Sem entrar no mérito dos governos anteriores, mas é perceptível que em Marechal Cândido Rondon teremos quatro anos “eleitorais”.

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O volume de obras já realizadas nos estimula a fazer uma avaliação e tentar medir o que fizeram os últimos governos em relação ao atual que está no poder há três anos e dois meses.

É impressionante o que já foi feito e há uma enorme curiosidade sobre um possível novo pacote de obras a ser anunciado nos próximos dias.

Talvez sejam os quatro anos de maior crescimento do município, especialmente em termos de obras públicas executadas pela prefeitura.

Tivemos períodos muito bons, mas ficaram num passado distante.

No final dos anos 70 e início da década de 80, durante os governos ainda nomeados de Almiro Bauermann e depois Verno Scherer, o município experimentou um crescimento muito forte.

Depois veio o governo de Ilmar Priesnitz, do PMDB, que governou por três anos – 85, 86 e 87 – e também realizou muito, mas as grandes obras eram financiamento de longo prazo e outras foram feitas pelo Governo do Estado, os asfaltos aos distritos e a estadualização das escolas privadas da CNEC.

A partir de então, o município mergulhou num longo período de carência de obras importantes.

Houve um acentuado crescimento da máquina pública e elevação exagerada de custos com pessoal.

Nenhum governo conseguiu recursos significativos que impressionassem para investir, como aqueles do passado e esse do atual governo do prefeito Marcio Rauber.

Outro aspecto que favorece o reconhecimento desse enorme volume de obras é a escolha por obras aguardadas há muito tempo e que transformam os lugares.

As obras de pavimentação dos bairros, quando anunciadas no começo do governo, pareciam mais uma daquelas promessas que não se realizariam.

Pelo contrário, quase todos os bairros já estão asfaltados e os que não estão, estão com projetos prontos ou já licitados.

A recuperação do Anel Viário, intransitável há quase 20 anos, a recuperação da rodovia entre Porto Mendes e Mercedes, a recuperação da rodovia a Margarida e São Roque, a pavimentação do trecho entre Margarida e Pato Bragado, a pavimentação entre Novo Horizonte, passando pelo Lira, que deve ser concluída também, a pavimentação de Novo Horizonte a Bela Vista e a conclusão da duplicação da Avenida Írio Welp, além de uma infinidade de trajetos de pedras irregulares.

São obras de grande repercussão realizadas através de recursos próprios, convênios e utilizando a capacidade de endividamento do município que de repente chamam a atenção das pessoas.

Como isso não era possível antes?

A confirmar um novo pacote de obras que está sendo elaborado pelo prefeito, e que ainda podem ser executadas neste mandato, se justificam as dificuldades que a oposição vem encontrando para se organizar com vistas à eleição.

Tanto que o principal nome, Elemar Lamberti, que foi candidato adversário de Marcio Rauber na outra campanha, não só não disputará a eleição contra o prefeito, como também há grandes possibilidades de ser um dos seus novos aliados na campanha à reeleição.

Obras feitas costumam não dar voto para quem as fez. Final do ano saberemos como o povo de Marechal Cândido Rondon reage a tudo isso.

 

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

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