Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

Demorou, mas chegou

Depois de alguns meses de pandemia, nem mesmo havíamos chegado em julho, metade do ano, e já falávamos do desejo de 2020 chegar ao fim.

Poderíamos estar em dezembro. Já poderia ser Natal. Diziam vozes de todos os lados. Queríamos muito que este ano terminasse logo, diante de tantos desafios que ele nos impôs. Algumas semanas pareciam meses.

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Este pode até não ter sido o cenário de todos os cidadãos, mas com certeza foi o de muita, muita gente, especialmente daqueles que tiveram que driblar as dificuldades, no mercado de trabalho, como funcionário ou patrão, na educação, como pai, professor ou aluno, e por aí vai.

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A pandemia atingiu a maioria de alguma maneira. Se não foi nos planos foi nas finanças, se não foi no pessoal foi no profissional.

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Todos, de alguma maneira, tivemos que nos reinventar.

Mas, voltando ao começo do texto, o tão sonhado fim de ano demorou, mas chegou. Contudo, a pandemia não acabou, nem mesmo amenizou.

Fomos ingênuos ao pensar que até o fim de 2020 tudo estaria resolvido e estaríamos, nós, felizes da vida, voltando à vida normal?

Sim e não!

Não, porque não passamos por situação semelhante antes. Não tínhamos ideia do que era uma pandemia avassaladora como a que estamos vivendo. E mais, nem nos sonhos mais absurdos imaginaríamos passar pelo que passamos atualmente. Era coisa, mesmo, de filme de ficção. Então, não tínhamos como saber de seus efeitos duradouros.

Sim, porque de alguma maneira subestimamos o vírus. Cansamos, por vezes, desse papo de prevenção, isolamento, distanciamento, aglomeração… A questão é que o vírus não cansou, e não é ingênuo. Segue firme e forte fazendo as suas vítimas. Infelizmente vivemos uma fase em que a falta de cuidado de um respinga no outro e tem efeito dominó. Se todos realmente não estiverem unidos no mesmo propósito, dificilmente vamos sair dessa bola de neve tão cedo.

De qualquer forma, 2020 está chegando ao fim. O Natal bate à porta.

A sensibilidade aumenta e ao fazermos nossas tradicionais reflexões sentimos uma vontade ainda maior de agradecer.

Passamos por um ano diferente. Quantos sonhos e planos não puderam sair do papel. Quantas famílias ficaram separadas. Quantos avós adoeceram sem ver os netos. Quantos netos ficaram sem afagos dos avós. Quantas partidas sem despedidas. Quanto choro sem entender o porquê tudo foi tão rápido. Sorrisos embaixo de máscaras. Mãos à procura de água, sabão e álcool gel. Médicos e profissionais da saúde exaustos. Hospitais cheios.

Um vírus e tantos desfechos. Que grande lição isso nos traz.

Temos que tão somente agradecer por chegarmos até aqui. Por termos saúde. Por termos tido a oportunidade de entender melhor a falta que um abraço faz, a importância da nossa família, a importância de viver o hoje, de dizer te amo, de pedir perdão…

Muitas famílias não vão comemorar o Natal como gostariam, pois o pai, a mãe ou os filhos estão enfermos ou perderam entes queridos.

Mais uma vez: somos privilegiados por chegarmos até aqui.

Por mais que 2020 tenha sido difícil, há razões para agradecer e nos sentirmos gratos.

Que este Natal seja literalmente de renascimento. Que Papai Noel nos traga muitos bons sentimentos. É isso que precisamos de presente. É isso que nos dará ânimos renovados para encarar 2021.

Um feliz e abençoado Natal a todos os leitores e leitoras.

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