Copagril
Isai Marcelo Hort

É câncer, mas é pequeno!

“Você tem um câncer muito pequeno, menor que a ponta do dedinho. Podemos fazer duas coisas”, disse o doutor. “Deixá-lo ali por alguns meses e durante este tempo observarmos o seu crescimento ou podemos marcar uma cirurgia para retirar o quanto antes e assim eliminar totalmente a chance de que ele se alastre”.

Estas duas opções foram colocadas por um médico, diante de uma senhora de nossa comunidade que foi diagnosticada com câncer de mama. O que você acha que ela escolheu? O que você escolheria?

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Evitaria a dolorosa cirurgia em troca da insegurança? Dormiria tranquilamente nas próximas 30 noites até que viesse o próximo resultado?
É lógico que ela tomou a decisão que você está imaginando. Pediu que a cirurgia fosse feita o quanto antes. De preferência, não queria passar sequer uma noite com o sentimento de que algo ruim pudesse se espalhar pelo seu corpo. Hoje, a cirurgia já foi feita e apesar de estar sujeita – como todos nós – ao desenvolvimento de um novo câncer, ela sente-se livre e vitoriosa por ter eliminado totalmente aquele pequeno e perigoso mal.

Ao ouvir este relado logo pensei: por que não lidamos assim com o pecado? Por que não temos o mesmo temor? Será que nos esquecemos do seu poder de destruição pessoal, familiar e social? Nós nos apavoramos ao ouvirmos que um amigo está com câncer, mas não nos preocupamos ao vê-lo no pecado.

Quando ele é pequeno, não chega a causar dor, podemos até esquecer que ele existe. Ninguém ainda o percebe, pois está longe de vir à tona. Porém, o diagnóstico do “doutor” da vida nos mostra claramente que ele está lá.

Sim, temos as duas opções. Podemos deixá-lo lá por mais algum tempo, e assim evitar a cirurgia da confissão e o corte que a verdade faz em nosso ego. A confissão é como um bisturi que machuca o orgulho, mas que ao mesmo tempo tem o poder de eliminar definitivamente o pequeno mal que pode nos destruir.

Por que não retirar imediatamente? Hoje mesmo? Sem correr o risco de deixá-lo crescer e tomar conta da nossa alma?

Lembrei-me agora de uma música que aprendi quando criança… “Quando o mal faz uma manchinha, eu sei muito bem, quem pode me limpar. É Jesus, eu não escondo nada, tudo ele pode apagar!”

“Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor…” Atos 3:19,20

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