Pastor Mário Hort

É difícil voltar para casa após dizer “acabou”

 

2ª parte – “Cuide das portas e Janelas de seu matrimônio II”

 

Uma família assistiu à “guerra” do casal vizinho, que se agredia aos berros e gritos, chegando até ao portão de sua casa. O vizinho se apavorou com a briga e resolveu intervir na batalha, levando o livreto “Cuides das portas e janelas de seu matrimônio”, dizendo: “Vizinhos tomem esse livreto, ele vai resolver vosso problema”!

O casal ficou assustado com uma oferta dessa natureza, tomou o livreto, se fechou em sua casa e a bronca se acalmou.

Alguns dias mais tarde o vizinho devolveu o livreto dizendo: “Aqui está vosso livreto, já resolveu nosso problema”.

É possível ajudar a resolver a “guerra do casamento” quando Deus entra em cena pelo seu amor, acalmando os corações confusos por pequenos conflitos insignificantes.

“Acabou!” é apenas uma palavra que soa por três segundos pelos ares, mas a partir daquele instante o orgulho ergueu “a cortina de ferro” entre dois corações que choravam de saudades um do outro.

É possível residir sob o mesmo teto e viver divorciado, e ambos os cônjuges não conseguem “voltar para casa”.

O caminho de volta para casa é longo, íngreme, difícil de “escalar” como o pico de uma alta montanha, mesmo que seja para levantar do sofá e chegar ao outro lado da sala onde está o cônjuge, com quem há poucos instantes surgiu uma “separação” pela palavra “acabou”!

Não acabou nada, apenas surgiu uma palavra tola e logo o orgulho dificulta o caminho de volta para os braços do grande amor. Falta apenas dizer: “Desculpe amor”!

A palavra “des-cul-pe” se compõe de três sílabas. Também “a-ca-bou” tem três sílabas. Seriam as duas letras a mais que impedem poderosos homens e corajosas mulheres pronunciar: “Des-cul-pe”?

A palavra “acabou” ergue uma “muralha” entre dois amantes que solenemente prometeram dizendo: “Na alegria e na dor, na fartura e na falta dos bens, até que a morte nos separará, estarei ao seu lado”. “A-ca-bou” deve ser substituído em nosso vocabulário conjugal por: “Nós vamos vencer”!

No Rio de Janeiro, em janeiro de 2012, desabaram três prédios. Quando o edifício de 18 andares caiu sobre o prédio de dez andares, este tombou o edifício com quatro pisos. Cada divórcio é início da queda de vários edifícios. Ninguém consegue calcular quantos “edifícios” conjugais serão transformados em “entulhos” por um único divórcio.

 

O divórcio interrompe histórias de gerações

Em janeiro de 2012 a programação da TV estava tomada pelas imagens da queda dos edifícios no Rio de Janeiro, que transformaram muitos sonhos em entulhos. A tragédia é lamentável, mas ainda mais triste é a queda de edifícios conjugais que estão “desabando” e ninguém procura as falhas na estrutura conjugal do século XXI.

Não há equipes de resgate para os feridos debaixo dos escombros conjugais. Há pessoas nos “escombros” familiares gritando e eu as ouço nas entrevistas e não posso escrever uma só palavra pronunciada pelas vítimas que estão presas nas “ferragens” da separação e do divórcio, na solidão sem condições de respirar, mas ninguém procura por elas.

Alguns casais seguem dormindo na mesma cama, mas vivem separados em seus corações até que a morte os separe. Se esse é o seu caso, procure auxílio em aconselhamento pastoral de nossa igreja. Marque um diálogo pelo telefone (45) 3254-1483.

 

Mário Hort, o autor é pastor da Igreja de Deus no Brasil em Marechal Cândido Rondon

ecosdaliberdade@yahoo.com.br

 

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