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Arno Kunzler

E os juros?

Todos nós sabemos que um país só pode crescer economicamente e socialmente quando praticar taxas de juros compatíveis com a atividade econômica.

Os países em desenvolvimento normalmente praticam taxas maiores, mas as economias também crescem níveis superiores aos países já estabilizados.

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O que nenhuma atividade econômica suporta é ser explorada pelo sistema financeiro.

No Brasil isso não é novidade: o setor produtivo é invariavelmente explorado pelo sistema financeiro.

Nossas instituições financeiras são as mais rentáveis do mundo.

Em muitas oportunidades, quando o governo tentou baixar os juros, na prática permitiu subterfúgios que permitiram aos bancos ganhar de outras formas, como taxas e serviços.

Muitos governos já tentaram atacar esse problema, mas até hoje o sistema financeiro não cedeu, pelo contrário.

O atual governo está tentando novamente, pelo menos a semana começou com anúncio de redução significativa de taxas pela Caixa Econômica Federal.

Se isso se confirmar na prática, as empresas com relacionamento com a Caixa terão linhas de crédito bem interessantes, algo inimaginável até bem pouco tempo atrás.

E o que isso promete mudar na nossa economia?

Certamente é o sinal mais claro que o governo passa de que a economia está se estabilizando, que teremos inflação baixa com crescimento.

Inflação baixa mantém o poder de compra das famílias; crescimento significa investimentos no setor produtivo e aumento real dos salários.

Esse é o mundo ideal para quem deseja continuar na atividade produtiva, seja agricultor, comerciante, industrial ou prestador de serviços.

Quando uma empresa cresce, aumentando seus negócios, ela gera mais empregos, mais impostos e remunera melhor seus funcionários.

Quando um trabalhador é disputado no mercado de trabalho, seu salário real vai aumentar, seja na própria empresa onde trabalha, seja numa nova oportunidade que o crescimento proporciona.

Quem acredita em novas oportunidades vai crescer junto com a economia.

A diferença deste momento para outros momentos anteriores são os juros.

Estamos falando de juros de 6,5% ao ano, contra juros de 36% ao ano em outras épocas.

Se na prática isso vai acontecer, não sabemos, mas é o que está sendo anunciado.

 

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

 

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