Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

É para celebrar

Nos últimos tempos está bastante difícil dar boas notícias. A pandemia que tanto fez e faz vítimas mundo afora mudou até o perfil das redações de jornais, sites, TVs, rádios e outras plataformas de informação. Mortes, UTIs lotadas, remédios ineficazes, demora das vacinas, falta de oxigênio e tantas outras situações provocadas pela Covid-19 exigiram tempo dos jornalistas e espaço nos veículos de comunicação. A bipolarização política só piorou o que já estava ruim. As boas notícias quase sumiram.

Mas nas últimas semanas as coisas começaram a mudar. Chegada de mais doses, 18 anos ou mais, 50% da população vacinada, hospitais com vagas e sem filas e público nos estádios são frases que passaram a ganhar as manchetes e dar uma sensação de alívio e esperança de que a humanidade vai vencer a pandemia.

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Para mais um sopro de alívio, para simbolizar a vitória do mundo sobre esse vírus, começam hoje (23) as Olimpíadas de Tóquio. É o start para um novo amanhã, justamente vindo da terra do sol nascente. É símbolo de novos e gloriosos dias que virão.

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Os melhores atletas do mundo, em dezenas de categorias e tipos de provas e esportes, se enfrentam no maior evento esportivo do planeta, que foi atrasado em um ano justamente porque naquele momento, em meados de 2020, sequer poderíamos pensar em uma Olimpíada. Hoje, com a vacinação a plenos pulmões em boa parte dos países, o mundo celebra a vida através do esporte.

As competições são oportunidades que as pessoas têm de encontrar boas histórias, mas também boas notícias. Notícias leves, agradáveis e, para os jornalistas, particularmente, gostosas de dar. Notícias que fazem sorrir, que provocam orgulho, que demonstram a força das pessoas e ecoam em uma deleitosa vontade de seguir em frente. A festa do esporte é, acima de tudo, a festa da vida, a festa da vitória. Vitória da humanidade.

Por falar em festa, Marechal Cândido Rondon tem motivos a mais para celebrar. Neste domingo (25) o município comemora 61 anos (se fosse gente já teria tomado as duas doses e estaria completamente imunizada) de emancipação. São 61 anos de uma linda história de seus milhares de habitantes, de ontem e de hoje. Histórias que transformaram Marechal Rondon em uma cidade muito boa para viver. A festa mais uma vez vai ser em casa. Mas, se Deus quiser, a manchete vai ser: em 2022 teremos Expo Rondon, e estaremos juntos para festejar.

Apesar dos pesares, apesar de tudo que as pessoas já sofreram, apesar de todas as perdas, é preciso seguir em frente, caminhar para um futuro que hoje não parece mais tão incerto. Boas notícias estão voltando. Aos poucos, as páginas dos jornais estão ficando mais leves e menos aterrorizantes.

Que as pessoas possam celebrar as Olimpíadas. Que os rondonenses possam celebrar mais um ciclo de sua história. E que o mundo inteiro possa celebrar a vitória da vida.

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