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Editorial

É preciso ter energia

Um dos grandes gargalos para o desenvolvimento de uma região ou um país é a energia. Sem ela, não há nada que se possa fazer para gerar riquezas. Ela está presente em tudo, desde a produção de uma alface à industrialização da mais complexa máquina industrial, passando pelo banho quente no fim do dia. Para onde quer que se olhe, a eletricidade está presente. O mundo precisa de energia.

Por outro lado, o mundo quer energias limpas. O petróleo, a energia nuclear, entre outras fontes poluidoras e não renováveis estão matando o Planeta Terra aos poucos. Há algumas décadas, o mundo começou voltar os olhos para fontes de energia alternativas, de geração limpa e renovável, como a utilização de águas – apesar dos impactos ambientais das hidrelétricas -, do sol e até dos dejetos de animais.

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Agora, o Programa Oeste em Desenvolvimento, que tem o objetivo de auxiliar a expansão econômica dos 54 municípios do Oeste paranaense, lançou um estudo que pode ser visto por qualquer pessoa para mapear a geração de energia na região e o potencial que ela tem para a produção energética sustentável. O estudo vai embasar, por exemplo, grandes indústrias que queiram expandir suas atividades. Um valioso documento que será de extrema importância para a evolução industrial, comercial e agropecuária da próxima década.

No Oeste do Paraná o sol brilha forte quase o ano todo. O potencial para a produção de energia fotovoltaica, ou seja, por meio da luz do sol, é imenso. No entanto, uma ínfima parcela de empreendedores e famílias utiliza as placas para a produção própria de energia. Os equipamentos, outrora caros e importados, estão cada vez mais acessíveis à população brasileira.

Por outro lado, a região é um dos polos da avicultura e da suinocultura no país. Os dejetos desses animais, antes de virarem adubo para as plantações, podem gerar uma grande quantidade de energia elétrica. Por meio do biogás, o que era um problema ambiental passou a ser uma solução ambiental. Hoje, algumas propriedades são praticamente autossuficientes na produção energética. Em outras palavras, não dependem da Itaipu ou de mais ninguém para abastecer-se de eletricidade. A exemplo da energia solar, entretanto, essa prática ainda é pouco disseminada, tem muito a crescer e contribuir para o desenvolvimento econômico e, por que não, ambiental da região.

Ainda, a malha hídrica do Oeste favorece a criação de novas usinas hidrelétricas, como a que opera com maestria no interior de Marechal Cândido Rondon, na iniciativa da cooperativa Cercar. O Rio Piquiri, que separa o Oeste do Noroeste, é a vedete. Por lá, pelo menos seis usinas estão em processo de implantação.

Oportunidades não faltam. Se é energia que o mundo demanda, o estudo mostrou que o Oeste do Paraná está bem servido de oportunidades. Cada vez mais a população verá biodigestores e placas fotovoltaicas no cenário urbano e rural da região. São os novos tempos com suas novas necessidades. Espaço para crescer não falta, mas é preciso ter energia para encarar essa nova realidade e fazer acontecer. O que não pode acontecer é ver a oportunidade passar e não ter energia para conquistá-la.

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