Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

Elas por elas e por todos

Duas reportagens da edição impressa de sexta-feira (16) de O Presente têm como protagonistas as mulheres. Carla Rieger Bregoli, empresária eleita na quinta-feira (15) como a nova presidente da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), uma das maiores entidades de empresários do Paraná; e Dalair e Jheynifer Boroski, mãe e filha, que juntas comandam os dois aviários na propriedade rural da família no interior rondonense. Elas estão em todos os lugares, e nem precisa ser 08 de março para lembrar o tamanho da importância das mulheres no mundo atual.

A luta de mulheres – e homens – por igualdade profissional ou em postos na sociedade é longa e ainda não chegou ao fim. Os avanços que o Brasil tem alcançado na inclusão das mulheres nos setores produtivos, nos cargos de liderança e de chefia, nos cargos decisórios, ao longo das últimas décadas, são nítidos. Cenários que antes eram predominantemente masculinos, como as forças de segurança, o transporte de cargas, a agricultura, entre outras, hoje são divididos entre os dois gêneros. Ainda há muito a avançar, como na política, por exemplo, e na igualdade salarial.

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Mais que tentar resolver erros históricos de uma sociedade machista, dar espaço à mulher é tornar as atividades sociais mais eficientes. Homens e mulheres são melhores quando estão juntos. Aliás, cada ser humano, independente de gênero, pode contribuir com sua capacidade individual, seja técnica ou até mesmo emocional.

No agronegócio essas mudanças estão cada vez mais visíveis. Mulheres atuam em todas as frentes, nas fazendas como produtoras rurais, dentro dos aviários, nas universidades, nas grandes empresas de insumos, nos laboratórios, na pesquisa e inovação, nas agroindústrias. Nos negócios das cidades acontece da mesma forma. Cada vez mais empreendimentos estão surgindo tendo como protagonistas as mulheres.

Essa tomada de espaço tende a continuar por algum tempo até que haja, de certa forma, um equilíbrio. Espaço que foi deixado para trás no passado, quando a mulher era quase que naturalmente obrigada a exercer apenas três papeis; dona de casa, esposa e mãe. Com os anos, as mulheres começaram a se casar mais tarde, a estudar mais e a iniciar uma carreira profissional antes do casamento. Assim, foram e estão conquistando seu espaço no mercado de trabalho e tendo a oportunidade de garantir sua independência financeira.

No mundo há ainda culturas de países ou regiões que tratam as mulheres como seres humanos inferiores, o que é lamentável, deplorável. Mas no Brasil os avanços por igualdade são notórios e parecem caminhar a passos largos. Claro que ainda é preciso avançar muito. Especialmente em classes mais pobres, a mulher ainda tem aquele papel tríplice, com o agravante de que por vezes precisa ajudar com a renda da casa em bicos feitos aqui e ali. Aliás, em casa o homem precisa assumir seu papel, dividir as tarefas e não ser apenas o ajudante dela.

No fundo, não se trata de tomar espaço, trata-se de somar para que o Brasil possa construir uma sociedade mais justa, igualitária e próspera para homens e mulheres.

 

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