Paraná Produtivo - ADI-PR

Empresário da indústria do Paraná está mais confiante em relação ao futuro do seu negócio

Confiança do industrial

O empresário da indústria do Paraná está mais confiante em junho, com relação ao futuro do seu negócio e da economia, do que estava em abril e maio. É o que revela a pesquisa mensal realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 41,7 pontos, numa escala que vai até 100. O resultado ainda ficou abaixo dos 50 pontos, na área de pessimismo, mas melhorou bastante em relação aos dois meses anteriores, abril e maio, em que chegou a 35,4 e 32,3 pontos, respectivamente. O resultado mais positivo este mês foi influenciado principalmente pelo indicador de expectativas, que avalia a opinião do empresário com relação ao seu negócio e à economia nos próximos seis meses. O valor ficou bem próximo do nível de otimismo, com 48,9 pontos, ajudando a melhorar o resultado.

Casa do Eletricista – RETOMA

 

Confiança da indústria

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 16,2 pontos na passagem de maio para junho deste ano. Essa é a maior alta da pesquisa da FGV, iniciada em janeiro de 2001. Com a alta, o indicador atingiu 77,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Em maio, a confiança da indústria já havia crescido 3,2 pontos. Apesar disso, as altas de maio e de junho recuperaram apenas metade dos 39,3 pontos perdidos no segundo bimestre do ano (março e abril). Em junho, todos os 19 segmentos industriais pesquisados tiveram aumento da confiança. Houve alta de 10,6 pontos da percepção dos empresários em relação ao momento presente (Índice da Situação Atual), que passou para 79,2 pontos. Já a confiança no futuro, o Índice de Expectativas subiu 21,3 pontos e atingiu 76,2 pontos.

 

Alta na venda

As vendas de áudio, vídeo e eletrodomésticos apresentaram um salto de 14% no mês de maio. Produtos de informática, telefonia, linha branca (como geladeira e fogão), celulares, televisores, móveis e colchões também mostraram tendência positiva após a forte queda nas vendas nos meses de março e abril. Os dados são do boletim conjuntural divulgado pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes. O trabalho mostra possível adaptação na forma de atendimento ao consumidor, e identifica que alguns bens duráveis podem ter experimentado aumento de demanda em razão da necessidade de isolamento social, movimento econômico que é limitado, à medida que as pessoas se sentem adaptadas à nova realidade. No período de 1º a 21 de junho de 2020, o comércio atacadista paranaense operou em um nível equivalente a 74% do patamar pré-pandemia, apresentando relativa estabilidade em relação a maio. As vendas no comércio varejista no Estado do Paraná também apresentaram, desde maio, tendência de recuperação após as quedas nos primeiros meses da pandemia.

(Foto: Divulgação)

 

Copel lida com pandemia

A Copel recebeu aval do Conselho de Administração para usar R$ 350 milhões do caixa de sua subsidiária Copel Telecomunicações para lidar com impactos financeiros decorrentes da pandemia de Covid-19. A operação será viabilizada por meio de um contrato entre as duas empresas, com prazo até 21 de dezembro de 2020, segundo ata da reunião do conselho da elétrica divulgada na última sexta-feira (26). Durante o encontro, o diretor financeiro da Copel, Adriano Rudek de Moura, disse que efeitos da Covid-19 sobre o mercado de energia estão “afetando os resultados financeiros da companhia, principalmente seu caixa. Os principais impactos estão relacionados à queda na demanda de energia (consumo), ao aumento da inadimplência e à instabilidade do mercado financeiro (alta das taxas de juros e escassez de recursos)”, apontou o executivo, segundo a ata.

Copel seleciona

A Copel publicou na última quinta-feira (25) o resultado da Chamada Pública PEE Copel, que destinará o valor recorde de R$ 144 milhões a projetos de eficiência energética apresentados por consumidores da sua área de concessão, no Paraná. Lançada em novembro de 2019, a Chamada Pública 002/2019 foi aberta a propostas de projetos de condomínios residenciais, consumidores industriais, entidades assistenciais e filantrópicas, instalações do poder público, pontos de comércio e consumidores rurais. O valor previsto inicialmente era de R$ 100 milhões. No entanto, foram selecionados mais projetos do que o esperado – 98 no total -, resultando em R$ 144 milhões de investimento. Em 15 anos, os projetos de eficiência energética da Aneel obtiveram a economia de 8,50 terawatts por ano (TWh/ano) e a retirada de demanda no horário de ponta de 2,50 gigawatts (GW) – quase 30% da capacidade instalada da Usina de Itaipu.

 

BRDE prorroga créditos

Bancos de todo o país processaram pedidos de renegociação de contratos de crédito, considerando a prorrogação por até 60 dias para amenizar os efeitos econômicos gerados pela crise da Covid-19. No Paraná, um dos destaques é o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O saldo dos contratos prorrogados representa mais de R$ 1 bilhão, sendo que os clientes só voltarão a fazer os pagamentos em outubro. Logo no início da pandemia, o banco criou uma força-tarefa para agilizar os atendimentos de novos pedidos e, também, analisar possibilidades de renegociação entre os contratos vigentes. No total, o Banco conseguiu enquadrar 1.445 contratos, o que representa mais de 800 clientes, com prioridade para os contratos com micro e pequenas empresas.

 

Concessões de crédito

As concessões de crédito entre o início de março e 19 de junho somam R$ 1,116 trilhão, colocando na conta contratações de novas operações, renovações de contratos e suspensão de parcelas, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Foram renegociados 11,3 milhões de contratos com pagamentos em dia, representando R$ 666,4 bilhões em saldo e R$ 80,9 bilhões em parcelas suspensas. As prorrogações de prestações de pessoas físicas e jurídicas contemplam períodos que vão de 60 a 180 dias, dependendo do banco e da modalidade, e começaram a ser oferecidas pelas instituições financeiras em 16 de março. Indivíduos e pequenas empresas representam R$ 44,5 bilhões (em parcelas suspensas) desse total, segundo a Febraban. As suspensões, argumentam os bancos representam alívio de caixa imediato para os tomadores.

 

Embarques de carne

A terceira semana de junho registrou mais um período de fortalecimento nos embarques de carne bovina brasileira, destaca o economista Yago Travagini, consultor pela Agrifatto. Citando dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), o economista relata que a média diária de exportações de carne bovina in natura avançou 7% na terceira semana do mês em comparação com a semana anterior, atingindo um total de 7,66 mil toneladas embarcadas por dia. A receita gerada com essas vendas atingiu uma média de US$ 33 milhões por dia. No acumulado do ano, o total arrecadado já ultrapassando o valor registrado no mesmo período do ano passado, chegando a US$ 466,76 milhões. “O volume embarcado deve ficar entre 150 e 170 mil toneladas ao fim do mês”, prevê Travagini, acrescentando que, se confirmado, representará um novo recorde histórico para junho.

 

Exportação suspensa

O Ministério da Agricultura suspendeu no último fim de semana a autorização para que a carne de frango produzida no abatedouro da JBS em Passo Fundo (RS) seja exportada à China. Trata-se do segundo frigorífico brasileiro a ter a cobiçada licença retirada por causa de casos de Covid-19 entre trabalhadores. No início da última semana, o abatedouro de bovinos do mato-grossense Agra também foi suspenso. Em comum, os abatedouros suspensos têm a incidência de casos entre funcionários. Com as suspensões voluntárias, o Ministério da Agricultura tenta responder às medidas de maior controle adotadas pela China nas últimas semanas para evitar uma segunda onda de Covid-19. Embora não existam evidências de que os alimentos transmitam o vírus, Pequim pediu que os diferentes governos suspendam a exportação.

 

Gateware em NY

A empresa curitibana de tecnologia da informação Gateware vai representar o Paraná em solo estrangeiro: a companhia inaugura nos próximos dias uma unidade em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e plano de fixar sede em Buenos Aires, na Argentina, nos próximos dois anos, de acordo com o jornal Gazeta do Povo. Estão previstos R$ 4 milhões em investimentos para a internacionalização da companhia. Os valores fazem parte da estratégia de expansão, que prevê, para 2020, crescimento de 60%, além do aumento da oferta de clientes em 50%. Ao longo dos próximos dois anos, deverão ser investidos R$ 2 milhões na consolidação da sede da empresa em solo americano e na formação de uma equipe de 15 pessoas. O mesmo valor também será destinado, até 2022, para a expansão das ações e a formação de uma equipe de 30 pessoas em Buenos Aires, na Argentina, onde a Gateware já possui uma operação comercial desde o ano passado.

 

Contas do governo

Em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, as contas do governo federal registraram em maio um déficit recorde de R$ 126,6 bilhões. O valor inclui os resultados do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. No mesmo período do ano passado, o rombo foi quase dez vezes menor, de R$ 14,7 bilhões. O resultado é explicado pela queda significativa na arrecadação, combinada com o forte aumento nas despesas devido ao combate à Covid-19. As informações foram divulgadas ontem (29), pela Secretaria do Tesouro Nacional. Foi o pior resultado mensal da série histórica da instituição, iniciada em 1997. Até então, o maior rombo nas contas públicas tinha o registrado em dezembro de 2015, de R$ 72,7 bilhões (em valores corrigidos pela inflação). Em um mês, o rombo fiscal superou o déficit registrado em todo o ano passado: R$ 95 bilhões.

 

 

Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br. 

TOPO