Arno Kunzler

Espírito Altruísta

O fim de mais um processo eleitoral na Unioeste confirma o que os analistas já previam: Paulo Sérgio Wolff (Cascá) reeleito reitor.

A questão é que o campus de Marechal Cândido Rondon novamente demonstrou que a política local é diferente da política regional que prevaleceu. E isso, na gestão passada (atual), foi motivo de muitas reclamações dos principais líderes políticos locais da Unioeste.

Então, se a comunidade rondonense manifestou esse pensamento, e as demais unidades demonstraram que o reitor merece ser reeleito, o que precisamos é espírito altruísta de ambos para que haja convergência de ações.

O campus local é uma unidade política importante da Unioeste, teve o seu primeiro reitor, Eloi Lohmann, e já elegeu dois reitores, Liana Fuga, que integra o staff do atual reitor, e Alcibíades Luiz Orlando (falecido) por dois mandatos, embora não tenha sido reeleito, que também foi o padrinho político de Davi Félix Schreiner (eleito novamente com larga margem para diretor do campus) e do atual diretor de campus Paulo Koling.

Os últimos anos, embora tenham sido de intensas disputas internas na Unioeste campus local, houve uma supremacia muito clara da corrente política liderada pelo ex-reitor Alcibíades Luiz Orlando, atualmente sob o comando de Davi Félix Schreiner.

O que podemos perceber agora é que o grupo liderado pelo atual reitor, o primeiro reeleito, também conseguiu solidificar uma grande liderança, especialmente em Cascavel, onde a Unioeste sempre esteve dividida e permitiu que três reitores rondonenses e um toledano ocupassem a estratégica função.

Tomara que o processo eleitoral tenha produzido bons debates e que levem nossos dirigentes a oferecer alternativas para fazer frente a uma educação pública e gratuita que precisa melhorar de qualidade e em quantidade.

A Unioeste é uma instituição de ensino que, talvez por estar inserida numa região onde prevalece o empreendedorismo, onde as pessoas têm sede de prosperar, consegue se destacar diante das demais. Porém, assim como as demais, precisa crescer e melhorar sem grande margem de aumento de custeio.

Esse é o grande desafio dos dirigentes que ora assumem e que, diante de governos (estadual e federal) em dificuldades, não encontrarão facilidades para negociar recursos.

Logo, é preciso conclamar a todos para que abracem causas viáveis e que realmente importam para o ensino público de qualidade.

Se passarmos o tempo discutindo picuinhas e levantando “probleminhas” para ocupar o tempo e gastar os recursos, certamente estaremos mais distantes dos planos traçados durante a campanha, seja para o campus local, seja para a Unioeste como um todo.

Por essa razão, é bom que todos estejam imbuídos do mesmo espírito altruísta e que saibam separar as grandes lutas por um ensino público de qualidade, das picuinhas eleitorais que eventualmente tenham produzido esse ou aquele resultado.

 

O autor é jornalista e diretor do Jornal O Presente

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