Copagril – Sou agro com orgulho
Dom João Carlos Seneme

Eu sou o pão da vida: quem come deste pão viverá eternamente

O tema do pão continua a ser o tema principal do Evangelho deste domingo (1º) (Jo 6,24-35). O povo de Israel pede o pão no deserto e a multidão segue Jesus por causa da multiplicação dos pães: tudo isso indica a busca permanente do ser humano. Os que não têm alimento o buscam desesperadamente; há outros que o têm em abundância, porém se sentem insatisfeitos. O pão é o símbolo da vida humana, com seus medos, dramas, desejos e angústias.

O texto do Evangelho inicia com palavras duras de Jesus à multidão que queria coroá-lo rei: “Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”. É a busca constante do ser humano quando se descobre necessitado e frágil. É também a primeira palavra que Jesus dirige aos dois discípulos que queriam segui-lo: “O que buscais”? Muitas vezes não temos clareza do que queremos: um pedaço de pão provisório ou aquele que nos garante a vida eterna?

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No final de Evangelho aparece de novo o tema da busca. Jesus se dirige a Maria que chora no jardim: “Mulher, o que procuras”? O ponto final desta longa procura se revela ali mesmo: é o próprio Jesus. Não aquele que faz prodígios ou sensacionalista. Nem mesmo o sucesso ou o poder podem saciar o ser humano, mas o pão verdadeiro, aquele que dá a vida: “Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

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A eucaristia é dom do Pai: “É meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. É a eucaristia que nos leva ao Pai. Na liturgia da missa isto é evidente pelo fato de que tudo se direciona ao Pai: a oração eucarística é um diálogo em que a Igreja, fortalecida e mantida em pé pelo Espírito Santo, por meio de Jesus, se dirige ao Pai. Na Eucaristia acontece o milagre da presença viva e dinâmica de Jesus que se oferece ao Pai em favor de toda a humanidade. Jesus se faz alimento para sustentar e unir a sua Igreja, para que ela não desanime e o siga de perto e seja sinal de sua presença no mundo, principalmente sustentando a vida de nossos irmãos mais frágeis e sofredores.

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Neste domingo iniciamos o Mês Vocacional e celebramos a vocação dos ministros ordenados, diácono, padre e bispo. Eles assumem a missão de Cristo como bom pastor nas suas diferentes funções. Buscam, com suas vidas, unir e valorizar todos os carismas, orientando o povo de Deus a tomar parte na missão de Cristo. Precisamos estar atentos ao chamado vocacional: “Cristo nos salva e nos envia”, tema que vem da Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Christus Vivit. O lema é “Quem escuta a minha palavra possui a vida eterna” (cf. Jo 5,24).

Rui Sonho nov/dez 2

 

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O autor é bispo da Diocese de Toledo
revistacristorei@diocesetoledo.org

 

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