Paraná Produtivo - ADI-PR

Falece aos 98 anos o fundador da C.Vale, primeiro prefeito eleito de Palotina

Pai da C.Vale

Faleceu no último sábado (07), aos 98 anos, o fundador da C.Vale, Marcelino Afonso Neis. Gaúcho de Marcelino Ramos, foi o primeiro prefeito eleito de Palotina. Apaixonado pelo cooperativismo, dizia que seu sangue era azul como a C.Vale. “Ele bate ligeiro, satisfeito e forte. Se eu pudesse abrir o peito e mostrar o meu coração, as pessoas veriam o quanto eu gosto da C.Vale”, revelou emocionado em umas de suas entrevistas. Dos 24 fundadores, Marcelino Neis era o único associado vivo que continuava operando com a C.Vale e fazia questão de participar de todos os eventos importantes da cooperativa.

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Cooperativismo

Entre hoje (10) e sexta-feira (13), o Sistema Ocepar espera reunir cerca de 500 lideranças das cooperativas vinculadas à entidade, entre presidentes, diretores, conselheiros, executivos e diretores. “Será uma oportunidade de avaliarmos os resultados alcançados em 2019, bem como definirmos os rumos de 2020”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Os debates ocorrerão durante as pré-assembleias que serão realizadas de forma descentralizada em quatro diferentes municípios do interior do Estado. Os eventos são preparatórios para a Assembleia Geral Ordinária que o Sistema Ocepar vai promover no 02 dia de abril, em Curitiba. As reuniões serão realizadas em Guarapuava, com os cooperativistas do Centro-Sul, hoje; em Laranjeiras do Sul, com as lideranças do Sudoeste, amanhã (11); em Cascavel, com os representantes do Oeste, na quinta-feira (12); e em Maringá, com participantes do Norte e Noroeste, na sexta-feira.

 

Área plantada

O período de semeadura do trigo no Paraná vai de 1º de abril a 20 de julho e, para a safra a safra 2020, a expectativa é de que a área cultivada mantenha-se próxima a 1,1 milhão de hectares, de acordo com o prognóstico divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. “A área paranaense de trigo tem se mantido em torno de 900 mil e 1,3 milhão de hectares nos últimos 20 anos, com poucas exceções. Esse patamar de plantio parece ter poucas chances de ser revertido em função da melhor tecnologia empregada ano a ano, que faz a oferta interna ter uma direção bem mais clara, de incremento”, afirma o coordenador da divisão de Estatística do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho.

(Foto: Divulgação)

 

Saída recorde

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 44,8 bilhões da bolsa brasileira este ano – valor maior que os R$ 44,5 bilhões que saíram em todo o ano passado, e que foram recorde para um ano fechado de toda a série histórica divulgada pela B3, iniciada em 2004. Os dados da B3 compreendem o movimento de investidores até o dia 04 de março – não incluem, portanto, a possível saída na última quinta-feira (05), quando a bolsa recuou 4,65%, e na sexta (06). Quando contabilizadas as emissões, tanto de empresas estreantes (IPOs) quanto de empresas já listadas (follow-ons), o valor é um pouco menos negativo no ano: US$ 33,47 bilhões, porque os investidores estrangeiros compraram R$ 11,32 bilhões em ações nesses lançamentos. Apesar do grande fluxo de saída, os estrangeiros ainda representam quase metade do total de investidores da bolsa: 44%. Em 2019, essa participação ficou em 45,1%.

 

Queda nas exportações

A exportação de veículos, em unidades, caiu 7% em fevereiro ante igual mês do ano passado, informou na última sexta-feira (06) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram 37,7 mil veículos vendidos ao exterior, em conta que soma os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume, contudo, se comparado a janeiro, mostra crescimento de 83,4%. No primeiro bimestre as exportações somaram 58,2 mil unidades, queda de 11,2% em relação aos primeiros dois meses do ano passado. No mercado interno, foram 201 mil emplacamentos, alta de 1,2% em relação a fevereiro do ano passado e de 3,9% na comparação com janeiro. O acumulado do ano, porém, aponta queda de 1%, com 394,4 mil unidades vendidas.

 

Agronegócio e PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,81% em 2019 na comparação com 2018, divulgou ontem (09) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Escola de Estudos Agrários (Esalq) da USP. Segundo o levantamento, o setor representa 21,4% do PIB total do país. Esse dado é diferente do PIB agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última quarta-feira (04), que calcula o que é produzido dentro das fazendas. Já o índice da CNA leva em conta o agronegócio como um todo, como as agroindústrias (como frigoríficos) e o setor de serviços (como transporte de mercadoria). Entre os segmentos do setor, o PIB cresceu para insumos (5,54%), agroindústria (4,99%) e agrosserviços (6,77%), mas recuou para o segmento primário (3,03%); nesse último caso, pressionado para baixo pela agricultura.

 

Bom desempenho

O relatório destaca que a suinocultura foi a atividade que registrou a maior elevação de preços em 2019: 29,65% frente a 2018. Com o setor respondendo ao cenário positivo, a produção também teve crescimento, de 4,21%. O impulso costumeiro da demanda doméstica nos últimos meses do ano também influenciou na alta de preços. Segundo a Esalq, o índice de preço da arroba do boi gordo (15 quilos) foi o maior da série histórica iniciada em 1994. Isso ocorreu especificamente em novembro, quando se observou o aquecimento da demanda doméstica pela carne e a demanda externa, especialmente da China. A avicultura também registrou alta considerável dos preços reais (13,09%), de acordo com o levantamento, mas a produção de aves ficou praticamente estável (-0,07%).

 

Exportações de ovos

As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 446 toneladas em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 67,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2019, quando foram embarcadas 1,38 mil toneladas. No mesmo período comparativo, o saldo das exportações totalizou US$ 769 mil, número 54,2% menor que o obtido no segundo mês do ano passado, com US$ 1,681 milhão. No acumulado do ano, as exportações de ovos chegaram a 1,26 mil toneladas, volume 57,2% menor em relação ao alcançado no primeiro bimestre de 2019, com total de 2,96 mil toneladas. As vendas do período geraram receita de US$ 1,63 milhão, saldo 51,1% inferior ao registrado nos dois primeiros meses de 2019, com US$ 3,34 milhões.

 

Usina solar

A Copel e a Prefeitura de Curitiba vão instalar uma usina pública de energia no aterro sanitário da Caximba. A instalação terá o formato de pirâmide e será movida a painéis solares e biomassa. A capacidade será de 5 megawatt (MW). O projeto será implantado e operado em parceria da prefeitura com a Copel, por meio de uma chamada pública aberta pela companhia em 2008. O termo de cooperação técnica foi assinado pelo presidente da companhia, Daniel Slaviero, e pelo prefeito Rafael Greca. Os estudos de viabilidade técnica, econômica e financeira da Pirâmide Solar da Caximba já estão em andamento e devem ser finalizados até maio. Informações preliminares indicam investimento de R$ 31,5 milhões – 49% do montante da Copel e 51% do município.

 

OCB em workshop

O trabalho de representação das cooperativas, realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) junto aos Três Poderes, e o panorama do cooperativismo no Brasil foram apresentados durante workshop internacional realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nadi, nas Ilhas Fiji. O evento, que reuniu dirigentes e representantes governamentais de dez países começou na última terça-feira (03) e terminou na sexta-feira (06). O objetivo foi disseminar boas práticas em cooperativismo nos países do Pacífico Sul. A OCB foi convidada pelo Departamento de Relações Econômicas e Sociais da ONU para apresentar aos delegados das dez nações dados relevantes sobre a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico do nosso país.

 

VBP agropecuário

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná em 2019 pode somar R$ 93 bilhões, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Esse resultado, caso se confirme, indica um ganho de 3,4 % em relação ao VBP de 2018, que foi de R$ 89,78 bilhões. A versão preliminar do relatório, que inclui o faturamento de mais de 300 produtos da agropecuária e o desempenho das regiões e municípios paranaenses, tem divulgação prevista para o mês de junho, mas já é possível sinalizar alguns índices relativos aos principais produtos do Estado, que representam cerca de 75% do total.

 

Redação ADI-PR Curitiba 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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