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Editorial

Fato

 

Fato 1. A Previdência Social do Brasil acumula déficits bilionários. 2 – Se nenhuma reforma for feita, ela vai quebrar. 3 – É o principal reforço que o país precisa. 4 – Todos os brasileiros devem ser incluídos. Mas o que acontece no Brasil?

O trabalhador civil vai pagar essa conta enquanto os militares vão continuar com suas polpudas aposentadorias, sem idade mínima para receber o benefício, que é pago muitas vezes a seus dependentes para o resto de suas vidas. É esse o caminho pelo qual trilha a tal reforma.

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Jair Bolsonaro não está livre das manifestações populares. Vale lembrar que mais de 80 milhões de eleitores não votaram nele. A qualquer momento, quando o povo se sentir ameaçado, injustiçado, os panelaços podem atingir o novo governo, que está dividido sobre a inclusão ou não dos militares na reforma. Parte quer a inclusão, mas outra parte, que inclui o próprio presidente, quer um capítulo à parte para essa classe.

Os militares alegam que têm proteção social e não aposentadoria, por isso não devem estar na reforma. Parece piada, mas dizem ainda que precisam das regalias porque estão sempre de prontidão para uma guerra, mesmo depois da aposentadoria. Brasil na guerra? Com reservistas? Fala sério! O país na lama e os periquitos do governo falando em prontidão para a guerra.

A coisa deveria ser bem mais simples. Ou inclui todo mundo ou nada. Chega das super aposentadorias para pessoas que pouco contribuem para o país, para filhos e netos que nunca sequer pregaram um prego na vida.

Colocar os interesses da nação de lado, assim como nos governos anteriores, para dar arrego a seus próprios interesses, não é o caminho.

Chega de magistrados embebedados de dinheiro público, de aposentadorias para governadores que ocuparam os cargos por poucos dias, chega de ministros e senadores acumulando regalias pelo resto de suas vidas. Para os reles mortais, sobra um salário mínimo depois de muito custo.

O governo federal precisa estar comprometido com a reforma da Previdência, sem dar regalia a qualquer classe que for, para que o Brasil possa manter esse sistema funcionando. Todo mundo tem que pagar essa conta, apagar essa bomba, sejam padeiros, empresários, agricultores, professores ou militares.

Se a tal reforma for para o Congresso sem a inclusão dos militares será uma tremenda falta de consideração com o povo. O trabalhador está disposto a rasgar a própria carne para contribuir com a reforma previdenciária, mas espera que os cidadãos à sua direita e à sua esquerda façam o mesmo. Afinal, todos devem se sacrificar para todos, não apenas alguns pelo coletivo.

Esse projeto será uma sinalização de que governo o Brasil vai ter nos próximos quatro anos. Ou acaba com esses privilégios de classe, ou é melhor o povo já ir se acostumando com o mais do mesmo. Isso é fato.

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