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Arno Kunzler

Fim da linha

A mais sólida geração política de Toledo nasceu quando Dilceu Sperafico decidiu disputar sua primeira eleição de deputado federal, fazendo dobradinha com o então e já consolidado deputado estadual Duílio Genari.

Ambos deram sustentação para a campanha vitoriosa e o governo exitoso do ex-prefeito Derli Donin, que foi igualmente sucedido de forma muito exitosa por José Carlos Schiavinato.

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O PP toledano era juntamente com Maringá dos irmãos Silvio e Ricardo Barros e Francisco Beltrão com o deputado federal Nelson Meurer a garantia de uma boa legenda, tanto para eleição estadual como federal.

A política de Toledo girou, desde o início da década de 90, em torno da liderança e astúcia do deputado federal Dilceu Sperafico.
Foi assim que Derli Donin chegou a disputar a eleição para vice-governador na chapa de Osmar Dias, em 2006.

Mais tarde, José Carlos Schiavinato trilhou o caminho aberto e pavimentado por Duílio Genari, que, com idade avançada e saúde já um pouco debilitada, desistiu, ainda que contra vontade própria, de disputar a reeleição.

Schiavinato ocupou o espaço deixado por Duílio Genari com extrema eficiência. Além de fazer mais votos que o antecessor, teve atuação destacada na Assembleia Legislativa.

Na eleição seguinte, o deputado federal Dilceu Sperafico, esse sim por vontade própria, não quis mais disputar a reeleição e mais uma vez Schiavinato foi chamado e ocupou o espaço político pavimentado por Sperafico, desde a longínqua eleição de 1994.

A morte de José Carlos Schiavinato interrompe uma longa sucessão política bem-sucedida por lideranças do PP de Toledo.
Talvez não haja neste momento nenhuma expectativa de reorganizar esse processo até as eleições do ano que vem e Toledo poderá perder essa condição de entrar na disputa com uma cadeira de deputado federal praticamente reservada.

Vai ficar um vazio político, isso é certo, porém não por muito tempo, pois a história nos ensina que não existe vazio político, alguém há de surgir para ocupá-lo.

A única possibilidade de não haver um rompimento com o projeto político do PP de Toledo é Dilceu Sperafico se candidatar a deputado federal em 2022, o que parece que não vai acontecer.

Nas condições atuais, o nome que surge imediatamente é o do deputado estadual licenciado Marcel Micheletto (PL), atual secretário de Administração e Previdência do Paraná, filho do ex-deputado federal Moacir Micheletto.

Micheletto é uma espécie de líder que todos apostam. Todos sabem que ele vai crescer e galgar o seu espaço na política regional algum dia.

Se é a bola da vez, vai depender dele e das costuras que será capaz de fazer, mas independente de querer ou estar preparado, Micheletto será o nome mais cogitado para ser candidato a deputado federal pela região, talvez até por Toledo.

E esse quadro novo vai despertar, com certeza, novos interesses, inclusive de Marechal Cândido Rondon, onde o prefeito Marcio Rauber já vinha analisando a oportunidade para ser candidato a deputado estadual, antes mesmo da morte de Schiavinato.

Como escrito acima, não existe espaço político vazio. Quando isso acontece, imediatamente alguém vai ocupá-lo.

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos
arno@opresente.com.br

 

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