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Editorial

Humildade é nobreza

 

Trinta anos após a última edição no Brasil, o país está às vésperas de sediar mais uma Copa América, o grande torneio de seleções do continente que reúne equipes consagradas, como o próprio Brasil, Uruguai e Argentina. A seleção canarinho, com seus inegáveis craques, é uma das favoritas, mas pode esbarrar em um paredão construído por ela mesmo à base de falta de humildade.

A começar pelo técnico Tite, que desde que entrou para o comando da pentacampeã mudou drasticamente sua maneira de ser. No começo, sua paternidade contagiava jogadores, imprensa e torcedores. A derrota na Copa do Mundo, ao invés de servir de aprendizado, parece ter revelado um treinador mais interessado no marketing do que na própria Seleção.

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Tite, com aval e apoio da CBF, faz um evento para cada aparição. Nas entrevistas coletivas, divaga, dá respostas vazias, com frases feitas e paulatinamente pronunciadas, com sequenciais sorrisos sarcásticos, como que se tivesse a razão em tudo o que fala. Fala muito, mas até hoje não conseguiu tirar absolutamente nada de uma das maiores e mais prestigiadas seleções de futebol do planeta. A soberba está impregnada na atual comissão técnica, mesmo que não tenha motivos – se é que existem motivos para ser soberbo.

E o Neymar. Ah, o Neymar. Um dos maiores jogadores do planeta ficou multimilionário com o esporte e o marketing, ganhou fama mundial, joga nos melhores clubes, é definitivamente um nome de peso nesse tão querido e amado esporte. Mas também é mimado e prepotente. A humildade lhe falta aos montes.

A caneta que o jovem jogador do Cruzeiro incorporado à Seleção para ajudar nos treinos, Weverton Guilherme, deu em Neymar nesta semana durante os treinos viralizou na internet. Sem nenhuma cerimônia, a estrela do PSG agarrou e derrubou o jovem antes que ele completasse o brilhante lance. Sequer olhou para o garoto após ser driblado. Dois gestos que mostram o quão arrogante pode ser uma pessoa idolatrada.

A arrogância, a prepotência e a falta de humildade podem destruir mesmo as melhores seleções, os melhores competidores, os grandes favoritos. Assim acontece também na vida de cada um que habita esse planeta. É por esse tipo de comportamento que muita gente parou de torcer para a Seleção Brasileira.

Grandes vencedores são forjados a muito treino, talento e dedicação, mas também respeito aos adversários e muita humildade. Seja na vida pessoal, no futebol ou em qualquer outra atividade profissional, empinar o nariz não faz bem a ninguém, nunca.

Mais do que torcer pela Seleção, é preciso que nessa Copa América a camisa da humildade entre em campo. A arrogância pode criar pessoas que ganham, mas não cria vencedores. Os louros da glória têm sentidos que vão além da competição. Antes de ser um grande atleta ou um grande dirigente do futebol, é preciso ser um bom ser humano. E para ser um bom ser humano, humildade é uma das características essenciais. Humildade não é inferioridade, é nobreza. Alguém pode avisar isso à Seleção?

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