Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Impactante

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tornando Lula elegível para 2022 impactou quase tudo no Brasil.

No primeiro dia, o dólar e a Bolsa.

Casa do Eletricista – BOBCAT

No segundo dia, os bolsonaristas e lulistas.

A partir do primeiro pronunciamento de Lula, percebe-se que o Brasil viverá um novo momento.

Várias são as possibilidades. A primeira é a turma que já não gostava do STF e que agora está desolada e ainda mais raivosa.

O que parece ser uma certeza hoje é que Lula e Bolsonaro serão candidatos.

Haverá espaço para mais alguém? Uma alternativa como vinha sendo discutida dentro do PSDB, por exemplo, a isso que estamos vendo?

Nas eleições passadas parecia haver, mas todas as candidaturas sucumbiram diante da polarização.

Lula já mostrou que veio para recuperar o espaço que perdeu ao sair de cena em 2018 e ir para a cadeia.

Bolsonaro pode achar melhor disputar a eleição contra Lula do que um candidato que envolve o centro e a esquerda no segundo turno.

Mas até onde esse Lula que ressurgiu, nitidamente vitimizado pela condenação e prisão, pode chegar?

Será o Lula soberbo que parecia o maior ser humano da terra ao final do seu governo e durante o governo Dilma, ou será o Lula paz e amor da campanha que o levou à Presidência da República, acenando para todos os segmentos da sociedade?

Que Bolsonaro teremos nesta eleição? Um presidente fora dos debates e longe da mídia, ou um presidente que vai defender suas obras e as realizações do seu governo?

Se a economia fracassar como parece estar fracassando com a inflação muito alta, Bolsonaro será uma espécie de candidato de oposição ao seu próprio governo para tirar esse discurso de Lula?

Ou Lula conseguirá se apropriar da insatisfação daqueles que não estão contentes com a condução do combate à Covid-19 e, principalmente, daqueles que foram afetados pela perda do poder de compra?

Lula e Bolsonaro farão campanhas de ataques mútuos, isso parece muito claro. Cada um tem munição de sobra para atacar, resta saber quem saberá usar melhor a munição.

Se a campanha ficar no embate entre ladrão x genocida poderá abrir espaço para quem queira debater economia, reforma do Estado e outros temas, como o fim das reeleições, prisão em segunda instância, fim do foro privilegiado etc…

Tem muita coisa para ser debatida e que ambos não fizeram: Lula não quis mexer quando estava na presidência e Bolsonaro não demostrou interesse nesses temas, por enquanto.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

 

 

 

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