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Elio Migliorança

LÍDERES DO SÉCULO XXI

Já se foram mais de 15 anos do início do século XXI e do 3º milênio e recordo que na preparação para a virada do século fazíamos risonhas e promissoras previsões sobre o futuro. Haveria muito progresso, novas tecnologias, aumento de produção e motivávamos a todos para que se preparassem para as exigências do mercado futurista.

Hoje olhamos ao redor e descobrimos que no Brasil parece que andamos em círculos. Não quero ser pessimista, mas realista e diante da bagunça generalizada na área política, constatamos que por aqui este futuro não chegou. Ainda somos reféns da velha e ultrapassada maneira de fazer política. Baseada no clientelismo, a administração pública precisa ser reinventada e renovada.

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Muitas lideranças políticas no Brasil estão tão ultrapassadas quanto sua maneira de governar. As instituições envolvidas na investigação da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro à frente, jogaram uma luz sobre a qualidade dos nossos políticos e isso nos revelou o quanto são remotas as possibilidades de uma liderança forte e de conduta ilibada para liderar um pacto nacional que motive os brasileiros a lutar para que todos tenham voz e vez neste país.

Estamos no futuro de que falávamos no final do século passado, e decepcionados com o que temos hoje, descobrimos que fomos enganados e roubados por aqueles que se apresentavam como salvadores da pátria.

Como a maioria de nossas lideranças nacionais estão apodrecidas pela corrupção, vivemos um perigoso desencanto com as instituições. É por isso que a população está animada com as atitudes da “República de Curitiba”, onde uma nova geração de juízes, Ministério Público Federal e Polícia Federal dão um exemplo de seriedade no cumprimento de seu dever de investigar e punir os culpados.

O que está por vir caso o impeachment seja aprovado não representa um novo jeito de governar e, sim, um novo governo que já começa velho. Só com novas eleições teremos uma remota possibilidade de algo novo.

Faltam no Brasil pessoas que tenham vergonha na cara, algo parecido com o sr. Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, Primeiro Ministro da Islândia, que ao ter seu nome citado no vazamento dos chamados “Panamá Papers” renunciou ao cargo até que as investigações comprovem ou não a veracidade das denúncias.

A bem da verdade temos poucos líderes no século XXI a merecer nossa admiração e que mereçam ser seguidos. Destaque para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pois não se tem notícia de que estejam envolvidos em corrupção.

Contudo, a grande revelação deste século sem dúvida foi a liderança mundial conquistada pelo Papa Francisco. Seu segredo é simples: cumpre o que promete e vive aquilo que prega. Usa uma linguagem simples que todos entendem e luta para que todos tenham uma vida digna. Bem diferente do que vemos por aqui nas atitudes de muitas autoridades e lideranças, sejam elas de natureza religiosa, política ou social. Há honrosas exceções, mas a maioria não tem vergonha na cara.

É nosso dever continuar vigilantes, cobrar daqueles em quem votamos e banir da vida pública os mentirosos, corruptos e os falsos profetas que prometem e não cumprem. Nós temos que ser a diferença que queremos para o mundo.

 

Professor em Nova Santa Rosa

 

miglioranza@opcaonet.com.br

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