Copagril – Sou agro com orgulho
Editorial

Mais que comida

Lideranças políticas, associativistas, a população civil, todos que fazem parte das comunidades começam a perceber que proteger o agronegócio é uma obrigação fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. Mais que “apenas” produzir alimentos que saciam a fome dos brasileiros e de boa parte da população mundial, o agronegócio evita o êxodo rural, mantém as pessoas no campo ao passo de evitarem o inchaço das cidades, gera bilhões em negócios, sempre de cifras assustadoramente faraônicas, protegendo a economia e gerando oportunidades por onde quer que esteja.

Mas que cifras são essas, se não aquelas feitas por milhares de famílias que acordam cedo para fazer esse país funcionar a plenos pulmões, incessantemente. São cifras como as do Oeste do Paraná, que faturou mais de R$ 18 bilhões em 2017 somente com a produção que partiu de homens e mulheres do campo. Para ser mais exato, mas nem tão preciso, foram R$ 18,39 bilhões. Leite, frango, milho, suínos e muito mais fazendo desse pedacinho paranaense uma das maiores potências desse setor no país.

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É verdade, sim, que o Valor Bruto da Produção do Oeste do Paraná caiu de 2016 para 2017, mas pouco para se preocupar e muito com relação à oscilação dos preços no mercado, já que a produtividade só subiu nesse tempo. Acima disso tudo, aliás, existem dezenas de outros motivos para que um país proteja seus agricultores e pecuaristas.

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O primeiro, obviamente, é para garantir a segurança alimentar, para dar o que comer a seu povo e evitar uma guerra civil em uma luta por pão. Todo mundo já sabe o que vem depois: geração de empregos, renda, exportações, valor agregado, desenvolvimento social, preservação ambiental…

Muitos, e não poderia ser diferente, apontam o dedo para esse importante setor, julgando o produtor agropecuário de maneira imparcial e, especialmente, sem nenhuma contextualização legítima. Isso é até aceitável, o que não se pode admitir é um governo não olhar para tudo isso e perceber o quanto precisa cultivar e proteger esse importante setor.

E quando se fala em setor não é somente o produtor rural. É o peão da indústria, o caminhoneiro, o padeiro, a dona Maria que vende bolachas caseiras. Em Marechal Cândido Rondon, somente produtores rurais e agroindústrias produziram quase R$ 1 bilhão em 2017. Isso tudo sem contar com serviços paralelos, empregos, terceirizados, além de todos que indiretamente usam do agro para terem seus próprios negócios.

Muito se bate na tecla de que o agro é pop, o agro é tech, o agro é tudo, mas pouco se faz pelo agro brasileiro legitimamente. As estradas que escoam a produção são péssimas. Não há trens suficientes, há impostos sobre impostos, existem barreiras comerciais internacionais, existem poucas políticas de incentivo e apoio ao produtor rural.

Não se trata apenas dos bilhões gerados e da fome saciada, trata-se de olhar com mais atenção para esse importante setor da sociedade, que ainda não consegue obter seu devido valor por falta de bom senso ou mesmo por pura inconsequência.

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