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Arno Kunzler

MAIS UM GOL DE PLACA

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, acaba de protagonizar mais um momento para reflexão política.

Por indicação do deputado federal Rubens Bueno, do PPS paranaense, aliás, ressalta-se uma das manifestações mais sensatas e lúcidas do nosso Legislativo, o juiz foi indicado para receber o prêmio “mérito legislativo”.

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Ao ser comunicado da decisão da egrégia Câmara Federal, sutilmente agradeceu a indicação, mas recusou-se a recebê-la por entender que aceitá-la poderia provocar constrangimentos para ele, pois vários integrantes da Casa são réus ou poderão virar réus na operação que ele preside.

Além de um juiz de notável atuação, também revela ser um caráter exemplar ao recusar tal homenagem, pois mesmo sabendo ele separar o joio do trigo, haverá os que não terão esse discernimento.

Ao manter distância de qualquer tipo de relacionamento com o Congresso, revela-se um homem preocupado com a imagem de magistrado, que não cede a caprichos e nem tentações, muito menos a vaidades pessoais.

Sei que é desnecessário, pois o Brasil já lhe admira muito por tudo que já fez, colocando quase uma centena de tubarões atrás das grades e causando pânico em dezenas de políticos de alta patente.

Mas vai daqui, do interior do Paraná, Estado que tem orgulho de ser sede da Operação Lava Jato, mais um voto de reconhecimento ao seu trabalho.

É sabido que não é o único juiz, e que sem promotores atuantes ao seu lado o seu trabalho também não seria eficaz, mas Sérgio Moro simboliza o que o Brasil precisa ver nos seus líderes: INTEGRIDADE MORAL.

Num país onde os políticos estão desmoralizados, praticamente de forma generalizada, onde há sérias desconfianças sobre o próprio Poder Judiciário, é bom ver triunfar a justiça que tanto clamamos diante dos escândalos que se sucedem em todas as partes do Brasil e em todos os níveis de governo.

Sérgio Moro é hoje uma exceção à regra, mas poderá fazer escola e arregimentar seguidores inspirados por sua firme e inabalável atuação, e aí sim podemos voltar a ter esperança de que o dinheiro público será mesmo público e que sua aplicação será para melhorar a vida das pessoas, não de algumas pessoas. Que as leis foram feitas para serem cumpridas e que o não cumprimento será alcançado pelo Poder Judiciário para o devido reparo. E que os criminosos vão mesmo pagar o crime na cadeia.

Esse é o exemplo que fica. Essa é a esperança que Sérgio Moro semeou pelo Brasil.

 

* O autor é jornalista e diretor do Jornal O Presente

 

arno@opresente.com.br

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