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Arno Kunzler

Medo e segredo

Não há candidato nesta campanha que não esteja preocupado e com medo da divulgação de fake news.

Por outro lado, muitos candidatos guardam em segredo questões que podem levar a público, caso necessitem, durante a campanha.

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A campanha neste momento parece um barril de pólvora. A qualquer momento pode explodir uma bomba contra alguém, cujos efeitos, caso não sejam rebatidos, podem custar uma vitória eleitoral.

Estamos, portanto, vivenciando um momento de grande tensão envolvendo nossos políticos que disputam eleições.

Alguns deles caminham alheios a tudo isso, nem imaginam o que pode acontecer.

A maioria dos eleitores também não tem ideia do que se passa nos comitês eleitorais.

A preocupação com as regras eleitorais gera a primeira tensão, da qual muitos candidatos nem tomam conhecimento.

A construção de uma imagem política exige muito talento e conhecimento sobre o candidato e o eleitorado dele.

O monitoramento das redes sociais passa a ser intenso para ver que tipo de mensagem encontra melhor receptividade e o que se divulga a favor e contra os candidatos que estão na disputa.

Focados primeiramente nos eleitores já conquistados, as campanhas procuram adicionar mensagens voltadas ao eleitor indeciso.

Não dá para negar que os políticos mais bem-sucedidos nas campanhas eleitorais são também os que fizeram a melhor campanha.

O sucesso, portanto, não depende só da capacidade, honestidade, firmeza de propósitos e conhecimento do candidato.

Depende da imagem que o candidato conseguiu expressar antes e durante a campanha.

O eleitor procura virtudes para que possa defender seu candidato.

As maiores virtudes a favor de um candidato e que levam um eleitor a defendê-lo são honestidade, capacidade de realização, cordialidade, imagem leve e de preferência que seja falante para se defender dos ataques inimigos.

Os maiores pecados de um candidato são a desonestidade e a incompetência.

Esses são dois pecados capitais que nenhum marqueteiro consegue mudar.

O candidato que entra na campanha com a imagem de ladrão e incompetente está fadado ao fracasso.

O medo que todo candidato carrega durante a campanha é não deixar que o adversário cole um desses conceitos nele.

E com razão, uma vez olhando para o candidato e lendo na sua testa ladrão ou incompetente, dificilmente terá seu voto.

Que tenhamos uma campanha limpa, com boas e honestas propostas.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

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