Editorial

Mercado aquecido

A pandemia de coronavírus trouxe diversos impactos para a economia e para o dia a dia das pessoas. Novos modelos de trabalho, o distanciamento social e o uso de equipamentos de proteção individual passaram a fazer parte da rotina. Um dos reflexos da pandemia começou a ser sentido nos últimos meses: a falta de materiais, insumos e produtos.

Falta fita adesiva, papelão, falta ferro e cimento, falta bicicleta, caminhão, carro. A fila para comprar um veículo novo em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, pode ser de meses de espera. Muitas das indústrias fecharam as portas no primeiro semestre, demitiram funcionários, mineradoras e outras produtoras de matérias-primas ao redor do mundo paralisaram suas atividades por algum tempo, gerando um desabastecimento jamais visto antes por profissionais de diferentes setores da economia.

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E, apesar da alta no desemprego, o mercado está aquecido. A construção civil, por exemplo, balizadora do desempenho econômico, reagiu rapidamente. As pessoas começam a se mostrar mais dispostas a comprar, seja para investir, seja para consumir.

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Nied maio 2022 w

Esse cenário leva a crer que os próximos meses e o ano de 2021 serão de recuperação intensa da economia brasileira. Aos poucos, as indústrias começam a retomar seus patamares de produção, a prestação de serviços fica mais acentuada, assim como o comércio, que tem nas festas de fim de ano (e na Black Friday de sexta-feira, 27) a esperança de recuperar o que se perdeu ao longo do ano.

Para o ano que vem, o Brasil deve experimentar um crescimento econômico que vai diluir um pouco as perdas somadas até aqui, desde o início da pandemia.

O agronegócio é o único setor que cresceu neste ano. Com bases sólidas, uma produção altamente tecnificada e com uso das mais modernas ferramentas de precisão, agricultura e pecuária sustentaram empregos, a renda das famílias, a geração de impostos e a produção de alimentos a “preços acessíveis”. Para 2021, o cenário de otimismo nesse importante setor se repete, exceto por uma preocupação de preços das commodities em alta, o que amplifica muito os custos de produção de carnes, ovos e leite.

A pandemia trouxe muitos desafios sanitários econômicos, mas também mostrou que setores bem organizados conseguem vencer esses desafios e retomar a vida da maneira mais natural possível. Se falta matéria-prima e produtos, é um sinal positivo. Sinal que empresários e as famílias já passaram pelos momentos mais difíceis e agora se sentem prontos para voltar a investir, voltar a comprar.

Mesmo com produtos mais caros, naturalmente por conta da lei da oferta e da procura, as pessoas estão gastando.

A retomada da economia é longa e desafiadora, mas já está acontecendo a olho nu em alguns municípios, como em Marechal Cândido Rondon. Se nada der errado pelo caminho, se nenhum evento adverso acontecer, os próximos meses serão de ainda mais oportunidades para as pessoas. Se é que existe algo positivo em cair, é saber levantar e seguir.

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