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Coluna ADI-PR

Mercado brasileiro de soja apresenta escassos negócios e preços com comportamento regionalizado

Mercado de soja

O mercado brasileiro de soja apresentou escassos negócios e preços com comportamento regionalizado, sem uma tendência consensual, em fevereiro. O atraso na colheita no Brasil prejudicou os negócios, tanto no mercado físico como na exportação, que segue em ritmo bem abaixo do registrado em igual período do ano passado. Em Cascavel o preço passou de R$ 168 para R$ 157,50. Em Paranaguá, a saca oscilou entre R$ 167,50 e R$ 168. No mesmo período, a cotação em Passo Fundo (RS) subiu de R$ 164 para R$ 166. Em Rondonópolis (MT) o preço avançou de R$ 153 para R$ 157. Em Dourados (MS) a cotação caiu de R$ 155 para R$ 153. Em Rio Verde (GO) a saca baixou de R$ 160 para R$ 156.

 

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Maçã paranaense

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná é o terceiro produtor nacional de maçã, com 3,6% de participação no mercado interno. Em 2019 foram 28,4 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 69,2 milhões – Rio Grande do Sul (53,7%) e Santa Catarina (41,7%) dominam o mercado. Quase metade da produção estadual está concentrada na região de Curitiba (49,2%), com destaque para a Lapa, o segundo município produtor do Paraná, com 22,8% das colheitas. Palmas, no Sudoeste, responde por 27,9% da colheita, liderando a atividade que se espalha por 37 municípios de Paraná.

 

Frísia em alta

A Frísia apresentou crescimento de 27,6% no faturamento de 2020 comparado ao ano anterior. A cooperativa com sede em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, alcançou R$ 3,713 bilhões, o maior da sua história. A oficialização dos números aconteceu na assembleia geral ordinária da cooperativa, realizada na semana passada. Os principais motivos para o desempenho da cooperativa, que completou 95 anos em 2020, foram a alta dos preços das commodities agropecuárias, uma boa produção de seus mais de 800 cooperados e a agregação de valor dos produtos através dos investimentos feitos na industrialização dos produtos.

 

Selo Nacional

Em 2020, o número de produtos certificados com o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) chegou a sete mil em todo o país. Segundo o Ministério da Agricultura (Mapa), o número representa um significativo avanço em relação aos 700 itens certificados em 2019, representando um aumento de 900% em um ano. De acordo com o Mapa, o aumento nas certificações é resultado de medidas adotadas pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do ministério que facilitaram o acesso ao selo. O Senaf pode ser solicitado por agricultores familiares, cooperativas ou associações de agricultores familiares e empresas. O Senaf potencializa a exposição e a comercialização da produção familiar ao aproximá-la do consumidor final, dando-lhe condições para checar a origem e as características do produto.

 

Investimento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a criação de uma linha de financiamento específica para a construção de armazéns e a ampliação da capacidade de armazenagem das empresas cerealistas. O BNDES Crédito Cerealistas terá duas modalidades diferentes de contratação: a primeira, com taxa prefixada de 6% ao ano e equalizada pelo governo federal, com limite de contratação de R$ 200 milhões. O orçamento, já aprovado no Plano Safra, é de R$ 20 milhões para a subvenção. A segunda, com recursos livres do banco e taxa pós-fixada, sem limite estipulado para empréstimo em 2021. O programa prevê o financiamento de obras civis, máquinas e equipamentos necessários à construção de armazéns e expansão das estruturas já existentes. O maquinário deverá ser novo e fabricado no Brasil.

 

Leilão de biodiesel

O 78º leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negociou cerca de 1,3 bilhão de litros em volume que visa a atender às demandas de março e abril, informou a reguladora. Desde ontem (1º), a mistura obrigatória de biodiesel no diesel no Brasil passou a ser de 13%, contra 12% até então. O leilão apurou um preço médio de R$ 4,708 por litro do biocombustível, sem considerar a margem da adquirente, o que levou a uma movimentação de R$ 6,15 bilhões, segundo comunicado da ANP. O preço médio pago pelo litro do biocombustível aumentou 6,40% em relação ao 77º leilão da ANP, realizado no final de dezembro para as demandas de janeiro e fevereiro, mas o leilão anterior comercializou um volume menor.

 

Defensivos biológicos

O mercado de controle biológico, que abrange produtos micro e microbiológicos, dobrou nos dois últimos anos no Brasil, movimentando mais de R$ 1 bilhão na última safra, conforme dados da consultoria IGH Markit. O diretor de marketing do Grupo Vitta, José Roberto Pereira de Castro, explica que a principal diferença entre os micro e microrganismos está na dimensão dos indivíduos. “Os microrganismos são defensivos à base de fungos, bactérias e vírus, enquanto os macros são insetos e ácaros que são predadores ou parasitas de outros insetos”, relata. Castro ressalta que os produtos biológicos defendem as plantas contra nematoides, fungos de solo, insetos e doenças da parte aérea.

 

Café arábica

O indicador do café arábica do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, teve um dia de preços ligeiramente mais altos. A cotação variou 0,05% em relação ao dia anterior e passou de R$ 746,14 para R$ 746,5 por saca. Sendo assim, no acumulado de 2021, o indicador teve uma alta de 23,04%. Em 12 meses, os preços alcançaram 47,78% de valorização. O leve aumento no Brasil foi garantido pela alta do dólar em relação ao real, já que em Nova Iorque, o arábica teve recuo expressivo reagindo ao aumento do pessimismo nos mercados. O vencimento para maio caiu 1,82% e foi de US$ 1,4005 para US$ 1,375 por libra-peso.

 

Confiança do empresário

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,8 ponto de janeiro para fevereiro. Essa foi a quinta queda consecutiva do indicador, que chegou a 91,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV: indústria, serviços, comércio e construção. A queda do ICE em fevereiro foi provocada por recuos tanto na satisfação dos empresários em relação ao presente, medida pelo Índice da Situação Atual, que caiu 1,9 ponto, para 93,4 pontos, quanto na confiança em relação ao futuro, medida pelo Índice de Expectativas, que passou de 0,9 ponto, para 91,8 pontos.

 

Produtos químicos

Os principais índices que medem o desempenho dos produtos químicos de uso industrial tiveram em janeiro de 2021 resultados positivos na comparação com o mesmo mês do ano passado. A produção teve crescimento de 8,08%, as vendas internas tiveram elevação de 6,7% e o consumo aparente nacional (CAN), resultado da soma da produção mais importação excetuando-se as exportações, cresceu 8,8%, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Já a utilização da capacidade instalada foi de 76%, dois pontos acima do registrado em janeiro de 2020. No período de 12 meses, de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021, na comparação com os 12 meses anteriores, a produção teve crescimento de 1,25%, as vendas internas subiram 1,97% e o CAN teve crescimento de 12,4%.

 

Loggi em Londrina

A companhia de entrega de encomendas Loggi anunciou ontem (1º) uma nova captação, de R$ 1,15 bilhão, para ampliar a área de atuação e reduzir os prazos de entrega, com empresas do setor correndo para marcar posição num mercado que explodiu na esteira da pandemia. A companhia prevê adicionar centenas de funcionários à sua base atual de dois mil e abrir mais sete centros logísticos em 2021, incluindo em Londrina. Fundada em 2013, a Loggi vinha dobrando os volumes de entregas ano a ano. Em 2020, diante do isolamento social imposto pela pandemia, o crescimento foi acelerado para 360%. A captação foi liderada pela CapSur Capital e envolveu também o fundo Verde do gestor Luis Stuhlberger, além de investidores atuais, como monashees, Softbank, GGV, Microsoft e Sunley House.

 

Leite paranaense

A redução no preço pago aos produtores de leite no Brasil e, particularmente, no Paraná, no primeiro bimestre, é um dos assuntos analisados no Boletim de Conjuntura Agropecuária da semana de 20 a 26 de fevereiro. O documento elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O ano não começou bem para os produtores de leite, na média geral do Brasil. O preço do litro, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), teve redução de 4,3% no início de fevereiro, em comparação com o mês anterior. Isso representa que o produtor recebeu R$ 2,03 pelo litro. No Paraná, a queda no valor do litro foi um pouco maior, de 6%, na comparação entre a média de janeiro de 2021 com a semana de 15 a 19 de fevereiro.

 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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