Copagril – Sou agro com orgulho
Arno Kunzler

Meu direito de opinião

Acompanho, às vezes perplexo, às vezes indiferente e às vezes preocupado, os debates políticos.

Me atrevo a escrever, a opinar, não de agora, faz 40 anos.

Casa do Eletricista – BOBCAT

Nesse tempo sempre escrevi artigos de opinião, desde o final do regime militar, passando pelos governos de José Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e agora do “mito” Bolsonaro.

Nunca procurei elogios, pelo contrário, procurei despertar nas pessoas uma reflexão crítica sobre aquilo que eu via naquele momento e contexto.

Nunca fiquei feliz com as críticas agressivas e pessoais, aquelas que procuram atingir o cidadão, a pessoa, e não contestar ou defender outra opinião.

Enquanto uma grande maioria pensa e deixa pensar, opina e deixa opinar, fala e deixa falar, alguns poucos raivosos e exaltados querem, a todo custo, tirar esse direito de quem se atreve a opinar.

Ora, nem os elogios e nem as críticas me fazem achar que sou unanimidade, que algum artigo receba só aplausos, ou só críticas.

Aprendi a conviver com manifestantes contrários ao meu pensamento, e não digo respeitar todos, mas oferecer a outra face para aqueles que querem bater, ofender e insinuar o tempo todo, que querem nos classificar ora como comunista, ora como direitista, ora como oportunista e assim por diante.

Já recebi convites “generosos” para me mudar para a Venezuela…

Como se alguém, por causa da sua opinião, ainda que crítica ou elogiosa, para ou contra alguém que você não gosta daria a ele o direito de escolher quem pode e quem não pode ser brasileiro, quem pode ou quem não pode morar no Brasil.

Só não estranho esse comportamento agressivo porque já vivi isso em outras épocas.

E, diga-se de passagem, sobrevivi, sem nunca ter deixado de opinar, sem nunca ter me amedrontado com ameaças.

No tempo do PT, eram os petistas radicais que achavam que eram os “donos” do Brasil e, principalmente, da verdade. Hoje são outros, mas o comportamento é exatamente o mesmo.

Incrível como se assemelham na agressividade e na tentativa de patrulhamento.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

 

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