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Arno Kunzler

Modernizar: palavra-chave

Se as empresas precisam se modernizar para terem sobrevivência nesse mundo em que tudo caminha para o tempo real, o mesmo se pode imaginar para o serviço público.

Na década de 80, o Brasil criou regras para disciplinar as relações entre os gestores e os servidores públicos, as relações entre órgãos públicos e fornecedores de serviços e produtos.

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Era um tempo em que a contabilidade das empresas era feita manualmente; que empresa boa era aquela que tinha estoque grande; que o futuro era melhor para quem tinha sede própria e que ter capital físico era fundamental para ser bem-sucedido.

As relações das empresas mudaram, e mudaram muito.

O consumo mudou e o comportamento dos consumidores revolucionou o comércio.

A contabilidade das empresas é feita em modernos sistemas desenvolvidos para diminuir erros e mão de obra.

As notas fiscais são integradas aos controles dos governos e emitidas virtualmente.

Os estoques diminuíram e muitas lojas ficaram virtuais.

Os prestadores de serviço e funcionários não precisam mais bater ponto, muitos executam suas tarefas em suas casas – home office.

A reforma trabalhista está tentando corrigir distorções e a burocracia que por décadas travaram as relações de trabalho.

Agora chegou a vez de modernizar as relações entre os governos e a sociedade.

É unanimidade até entre servidores conscientes que as relações precisam ser modernizadas, pois do jeito que estão dificultam a realização de bons serviços para a sociedade.

Quem paga impostos já paga muito e exige serviços de boa qualidade, que quase sempre não acontecem.

O que precisa ser feito são modernizações que permitam substituir a burocracia por decisões mais ágeis e ao mesmo tempo confiáveis.

O excesso de burocracia e prazos indefinidos geram grande insatisfação dos contribuintes.

Não se pode substituir documentos no serviço público por acordos verbais, mas é necessário que se criem mecanismos que acelerem as decisões.

O setor produtivo para ser competitivo em relação aos concorrentes internacionais precisa um serviço público confiável e célere.

A morosidade é a porta de entrada da corrupção e dos custos elevados que, quase como regra geral, são praticados no setor público.

Se na década de 80 o legislador entendeu que criar mecanismos legais e dispositivos escritos para tudo geraria serviços públicos de melhor qualidade, hoje podemos ter certeza que o resultado foi o contrário.

Temos excesso de morosidade, custos elevados e serviços questionáveis em quase todos os setores públicos.

Isso precisa mudar!

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

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