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Arno Kunzler

Nas redes sociais

É possível que as redes sociais estejam medindo a temperatura das eleições do ano que vem.

Mas também é possível que estejamos vivendo um momento “mentiroso” da atuação política nas redes sociais.

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Claro que os grupos nas redes sociais diferem uns dos outros.

Tem as redes sociais dos bolsonaristas puro sangue, dos lulistas puro sangue e os grupos mistos, nos quais se misturam eleitores e se debate de tudo.

É notório que as redes sociais são majoritariamente bolsonaristas.

Há uma espécie de domínio do bolsonarismo que reina nas redes sociais, praticamente sem oposição, exceto nos grupos de oposição.

É possível que esse domínio do bolsonarismo nas redes sociais se transforme novamente em votos na próxima eleição.

É possível.

Assim como o lulismo, ou petismo como queiram, também pode transformar os defensores dos partidos da esquerda em votos.

Mas há também um grupo silencioso nas redes sociais, só observando, evitando se manifestar.

Para onde vão esses eleitores, que visivelmente preferem não se envolver em discussões nem com a direita e nem com a esquerda?

Não é possível medir o tamanho desse grupo silencioso, mas ele existe e será chamado durante a campanha eleitoral a tomar posição.

Das várias opções que se apresentam neste momento para oferecer uma alternativa aos eleitores silenciosos, parece que nenhuma delas, até o momento pelo menos, conseguiu uma adesão significativa.

Ainda há tempo de surgir um nome capaz de atrair majoritariamente os descontentes com o bonsonarismo e os que não querem votar na esquerda ou no Lula.

As próximas pesquisas eleitorais vão dar um norte ao processo eleitoral, até para encorajar quem eventualmente tem um bom discurso, mas não tem votos, ainda.

É isso que vamos viver daqui para frente, uma disputa quase insana entre Bolsonaro e Lula, com ataques recíprocos e uma constante tentativa de projetar alguém entre os dois, com diálogo e moderação.

A eleição passada no Brasil ocorreu sob a influência direta das eleições americanas que elegeram Donald Trump.

Resta saber se as próximas eleições no Brasil também sofrerão algum tipo de influência da eleição americana que deu ampla vitória ao adversário de Donald Trump, Joe Biden.

Nas relações internacionais Bolsonaro está visivelmente isolado, porém tentando reconstruir pontes onde foram destruídas.

Internamente Bolsonaro alimenta seus adeptos fiéis com discursos voltados exclusivamente aos seus fanáticos eleitores, uma tática bem perceptível de campanha eleitoral.

O resultado disso é realmente uma página em branco a ser preenchida, com ou sem surpresas.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos

arno@opresente.com.br

 

 

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