Copagril – Sou agro com orgulho
Silvana Nardello Nasihgil

Nossas atitudes são determinantes para termos a vida que almejamos

Caminhamos pela vida sem muitos critérios, sem olhar, muitas vezes, o que realmente importa. Somamos infortúnios e nos agarramos a eles para sofrer, esquecendo todas as coisas boas que nos circundam.

Então, a contabilidade da vida não fecha. Sobram tristezas, desesperança e vitimismo, falta coragem, esperança e fé

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Chega uma hora em que se faz necessário observar o que existe de bom e que deixamos passar sem dar o devido valor.

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Não existe ninguém em que tudo na vida seja ruim. Existe, sim, quem não sabe dar valor ao que tem de bom. Quem fica preso no sofrimento está cego, se sente desnutrido de felicidade e não se permite enxergar as possibilidades positivas.

Esse padrão de comportamento nos arrasta para um viver sem futuro, com uma visão embaçada da realidade. Vivendo de autopiedade esquecemos de nos amar. Nesse processo passamos a não mais acreditar que temos direito de ser feliz, de ter uma vida equilibrada.

Buscamos fora de nós tudo o que desejamos, esperando dos outros, e colocamos expectativas demais naquilo que não depende de nós.

É preciso focar na nossa capacidade de mudar aquilo que desejamos que seja diferente e agir. As nossas atitudes serão determinantes para termos a vida que almejamos.

Quando não estamos inteiros, quando esquecemos de olhar para nós, olhamos para os outros e debitamos todas as culpas na conta deles. Os outros só estão seguindo a vida deles e se quisermos caber, precisamos fazer por merecer. Se olham os defeitos, se apontam erros, se colocam fantasias e o imaginário nos diz: a culpa é dele/dela, pelo fato de eu não ser feliz.

Muito disso está ligado ao que não resolvemos dentro de nós, àquilo que falta coragem para mudar, ao fato também de não enxergarmos as coisas boas que o outro tem.

Com a vida focada na negatividade, nos tornamos cegos para as coisas positivas. Deixamos de saber aonde cabemos e se cabemos e permitimos que a vida siga, porque quando precisamos encarar o nosso eu, sabemos que isso dói e preferimos evitar. Seguimos culpando os outros e transformamos a luz em trevas.

Permitimos que sobre nós desça uma cortina de fumaça e a luz não penetra, e ficamos paralisados sofrendo, muitas vezes, sem qualquer lógica.

Diante de tudo isso existe o agir, o mudar a direção do olhar e o coração ou o se vitimizar e aceitar o que não criamos coragem para mudar. Cada um é livre, que faça as suas escolhas. Feitas, se decidir pelo vitimismo, pare de reclamar e tome o sofrimento para si como bicho de estimação.

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica com formação em terapia de casal e familiar (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

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