Brincando na Praça 2019
Arno Kunzler

Nova x velha política

O fim de semana em Brasília deu mais demonstrações convincentes de que de fato o Brasil está sepultando – pelo menos temporariamente – um modelo de fazer política que deu errado.
Os brasileiros nunca foram tão claros nas urnas, nunca deram um recado tão certeiro daquilo que não querem mais que nossos representantes façam nos governos e no Parlamento.
A demonstração mais importante, no entanto, foi dada sábado (02) com a eleição do novo presidente do Senado Federal.
Quando tudo parecia repetir o velho modelo, eleger um cacique de notória graduação, eis que surge uma luz no fim do túnel.
O governo do presidente Jair Bolsonaro venceu uma das mais importantes batalhas, se de fato queria e pelo jeito quer, como todos achamos, mudar a realidade do Brasil.
Para mudar a realidade é preciso mexer no ponto crucial, nas leis que foram feitas para esconder a podridão dos que têm advogados caros e bem relacionados em Brasília.
É preciso fazer uma reforma da Previdência que tira os privilégios daqueles que não trabalharam e não contribuíram para merecer mais daqueles cidadãos comuns.
É preciso fazer leis que devolvem ao cidadão a sensação de que de fato somos todos iguais perante a lei, como está tentando o ministro Sérgio Moro.
É preciso fazer leis mais claras para quem tenta se apropriar indevidamente do dinheiro público, seja nos governos municipais, estaduais ou federal.
Para isso é preciso remover do Congresso Nacional alguns vícios que foram se tornando regra nesses últimos tempos.
Nada que poderia representar qualquer tipo de ameaça aos que fizeram desse país o seu quintal era aprovado e, se fosse inevitável aprovar, os projetos eram modificados a ponto de não terem eficácia.
É preciso bater palmas para a articulação do governo, se pretende mesmo mudar o Brasil, era preciso mudar primeiro o Congresso, no mesmo embalo das urnas.
Agora o jogo começou, os projetos estão chegando ao Congresso e vamos ver como serão encaminhados.
É a hora da verdade, ou vamos mudar o Brasil ou vamos continuar sendo enrolados nesse jogo de faz de conta.

 

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