Arno Kunzler

O Brasil que queremos

Para ter prazo e condições de mudar o Brasil, rumo a uma economia de mercado, com o mínimo de interferência do Estado, são necessários longos anos de contínuas reformas.

E para que isso seja possível, é necessário que a economia dê sinais de crescimento.

Casa do Eletricista – TORNEIRAS ELÉTRICAS

Com a economia estagnada, o desemprego pressiona os políticos negativamente para qualquer iniciativa que esteja voltada ao mercado.

Logo, se temos a pretensão, e certamente a grande maioria dos brasileiros deseja uma economia menos amarrada pelas mãos do Estado, é necessário que num curto espaço de tempo o Brasil volte a crescer.

As incertezas no campo econômico, que são a razão do desemprego, adiam os investimentos e as iniciativas dos empresários.

E sem eles, o desemprego não recua, pelo contrário…

Logo, é urgente crescer, gerar empregos e aumentar a arrecadação do Estado. Só assim será possível implementar as mudanças que o Brasil deseja, esse Brasil que saiu das últimas eleições.

Para fazer a economia crescer, é preciso mais do que sinalizar, é preciso incentivar a produção com linhas de crédito de longo prazo e juros mais atraentes.

As empresas precisam perceber que tomar dinheiro emprestado é bom negócio para elas, senão elas desistem de investir, e aí a roda não gira.

É preciso facilitar a aquisição de máquinas e equipamentos industriais.

É claro que isso só não será suficiente, mas fará a economia dar sinais de crescimento, e isso basta para os empresários acreditarem.

Depois vem o mais dolorido: desburocratizar as vendas, as exportações, os negócios.

Além disso, é preciso mexer na estrutura do Estado, especialmente no Judiciário e no Congresso, onde se concentra a maior burocracia e a lentidão.

Precisamos revolucionar a Educação, ainda que isso seja um processo moroso e complicado, mas é preciso criar mecanismos que melhorem o rendimento de quem quer dar aula e quem quer aprender.

Mas o mais importante de tudo é devolver aos jovens brasileiros a esperança de que não é só no serviço público e com estabilidade de emprego e garantia de aposentaria diferenciada que se pode ter um futuro promissor.

Pelo contrário, é preciso incentivar os jovens a empreender, a ter seu próprio negócio e serem partícipes do crescimento econômico.

Facilitar a vida de quem quer iniciar seu negócio e garantir que um eventual fracasso não é uma derrota para sempre, pelo contrário, um aprendizado para novos voos, é absolutamente necessário para encorajar as iniciativas.

Um Brasil melhor só poderá ser construído por empreendedores que tenham coragem, responsabilidade e um tanto de patriotismo.

 

Arno Kunzler é jornalista e diretor do Jornal O Presente e da Editora Amigos da Natureza

arno@opresente.com.br

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