Editorial

O lado bom da pandemia

Se tem uma coisa que toda essa crise social, política e econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus tem mostrado de bom são os valores que a humanidade ainda tem dentro de si, mas não expressa no seu cotidiano. Ações beneficentes, atitudes isoladas ou em grupo de apoio às pessoas têm sido vistas ao redor do planeta. A Covid-19 despertou o senso de coletividade que é deixado de lado na frenética vida dos negócios que se vivia antes dela.

Em Marechal Cândido Rondon não é diferente. São inúmeras iniciativas, que aparecem na mídia ou não, que têm demonstrado o poder de dar valor ao próximo.

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Enquanto muita gente aumenta o preço do álcool gel, das máscaras e de tantos outros produtos que hoje estão sendo necessários, na outra ponta há pessoas se doando para vencer esse enorme desafio. Diversos grupos estão arrecadando alimentos e produtos de higiene pessoal para doar a famílias mais vulneráveis no município.

Máscaras de pano, que viraram até um negócio para enfrentar a crise em alguns lares, estão sendo confeccionadas e doadas para aqueles que não têm condições de comprar.

Vários proprietários de imóveis reduziram o valor dos aluguéis para pessoas que tiveram que parar de trabalhar ou fechar temporariamente seus empreendimentos. Gesto nobre, mas sobretudo consciente.

Há também a doação de equipamentos de proteção individual para a saúde pública. Uma única empresa doou duas mil máscaras cirúrgicas de polipropileno para um vereador que vai repassar aos servidores da saúde do município. Outra instituição está arrecadando alimentos e produtos de higiene para o Asilo Lar Rosas Unidas, local que abriga muitas pessoas do grupo de risco.

Há as mais diversas atitudes que desabrocharam com o início da pandemia, como as pessoas anônimas que se dispõem a fazer as compras para idosos ou mesmo aquelas que orientam os desinformados sobre o distanciamento social ou a importância da higiene, etc.

Há razões muito evidentes para acreditar que a humanidade vai sair mais forte dessa batalha. A partir desse episódio que ficará em letras garrafais nas páginas dos livros de história, muita coisa será repensada, como atitudes, valores e responsabilidades. É uma excelente oportunidade para que as pessoas olhem para dentro de si, reflitam e se tornem melhores. Haverá mudanças, seja no campo das relações pessoais, profissionais ou de qualquer outra natureza. Nada vai mudar da água para o vinho, mas nada será como era antes.

Claro que a humanidade não é formada unicamente por crápulas e egoístas. As atitudes de apoio e acolhimento às pessoas sempre aconteceram, mas elas ficam mais evidentes e latentes em situações de grave risco social, como nas tragédias naturais e agora, com o avanço do novo coronavírus pelo mundo. No entanto, a atual geração nunca havia passado por experiência tão ampla e duradoura.

Que as nobres atitudes de empresas, pessoas públicas e pessoas anônimas continuem a aparecer em Marechal Cândido Rondon, no Brasil e no mundo. Viver em sociedade, ao final das contas, é cuidar uns dos outros.

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