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Elio Migliorança

O misterioso país e o topo do mundo

Deixamos os encantos da Índia e voamos para o centro do misterioso e desconhecido país no pé da cordilheira do Himalaia, o Nepal, onde o misticismo e a religiosidade vivem à sombra do ponto mais alto do mundo: o Monte Everest. Nosso conhecimento sobre sua história e suas tradições era quase nulo. Por isso a curiosidade e o desejo de sentir o sabor da cultura, das tradições e da culinária nepalesa faziam os minutos que faltavam para chegar parecerem horas intermináveis.

Nosso avião fez um pouso tranquilo naquele que é considerado um dos aeroportos mais perigosos da região, em Katmandu, Capital do Nepal. País com 29 milhões de habitantes tem uma área menor que o Estado do Paraná, exatos 147.181 quilômetros quadrados, onde convivem mais de 100 grupos étnicos. Foi nossa oportunidade ímpar de conhecer um povo com milhares de anos de história.

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Desmembrado da Índia após a libertação da dominação inglesa em 1947, o Nepal era uma monarquia até 2008, quando mudou o regime para uma democracia. Faz divisa com a China comunista que está do outro lado da cordilheira do Himalaia e por esta influência o atual governo é do partido comunista. Segundo o senhor Alberto, nosso guia no Nepal, há muita corrupção no governo e o povo arrependido aguarda nova eleição para tirá-los do poder.

Terra onde nasceu Buda, somente 12% da população segue o Budismo, enquanto 83% da população segue o Hinduísmo, fruto da influência Indiana à qual o país pertenceu como Estado.

Em Katmandu verificamos muitas feridas nos belos templos que possuem um estilo arquitetônico oriental, todos eles declarados patrimônio histórico cultural da humanidade. Estas feridas são os estragos causados por um forte terremoto no ano de 2015, de magnitude 7,8º na escala Richter e que causou a morte de milhares de pessoas. Muitos prédios e templos estão sendo reconstruídos e outros escorados para evitar o desabamento e aguardando a reforma.

A bandeira do Nepal é a única bandeira de um país no mundo que não tem o formato retangular.

Conhecemos a segunda maior “Estupa” do mundo. Uma construção gigantesca e original, formato de pirâmide redonda onde ficam guardados para sempre os objetos sagrados e coleções de obras de arte dos monges budistas. Há um templo enorme chamado de templo dos macacos, construído há 2.500 anos, onde os homenageados se fazem presentes em grande número já que os macacos também são considerados sagrados por lá.

Assim como na Índia, no Nepal também não existem cemitérios. Os mortos são cremados e suas cinzas jogadas no rio.

Bem, para quem está no Nepal, a cereja do bolo certamente será um voo sobre a cordilheira do Himalaia para contemplar o topo do mundo, o Monte Everest, o qual, do alto dos seus 8.848 metros de altitude, desafia alpinistas do mundo inteiro a chegar ao topo. O primeiro brasileiro a escalar o Everest foi o paranaense Waldemar Niclevicz, em 1995.

A língua falada é o nepalês, mas o inglês também é língua obrigatória nas escolas; a moeda é a rupia nepalesa e a religião está no DNA do povo nepalês. Brincando disse o guia que há mais festas por lá do que dias no ano. Fato é que o Nepal, um país fechado para estrangeiros algumas décadas atrás, hoje atrai muitos turistas que são bem tratados.

Bem, viajar é bom, voltar para casa é ótimo. Partilhar estas experiências enriqueceu a todos nós. Obrigado pela sua companhia.

 

O autor é professor em Nova Santa Rosa

miglioranza@opcaonet.com.br

 

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