Editorial

O Natal do abraço

As autoridades de saúde que nos perdoem, mas este ano as famílias vão, sim, se reunir para celebrar o Natal, o nascimento do menino Jesus. E vão se abraçar. A data, por si só, já é um prazeroso convite para uma calorosa e agradável comemoração. Mas este ano é o primeiro em que os adultos e adolescentes já estão imunizados contra a Covid-19. É o primeiro depois que as vacinas chegaram ao Brasil. Por isso, é uma data ainda mais especial.

Especial para os avós, para os filhos e netos, especial para os amigos e parentes, especial para quem estava longe ou para quem estava perto, mas não podia se aproximar. Vai ser especial para o coração.

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Ah, e como bate gostoso esse coração cheio de saudade. Como é bom saber que um filho que no ano passado não pôde estar presente na ceia de Natal neste ano vai ver sua velha e amada mãe neste dia tão especial. Como vai ser bom o Natal dos reencontros, o Natal do abraço, o Natal que traz, mais do que nunca, esperança para nossas vidas e alívio para os nossos corações.

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Nied maio 2022 U

Vai ser um Natal para matar a saudade, mas para milhões de pessoas vai ser também o Natal da saudade. As centenas de milhares de vítimas da Covid-19 vão fazer falta na ceia de muitas famílias, vão fazer falta na vida de milhões de familiares e amigos que ficaram para contar suas histórias, lembrar dos momentos que a vida ofereceu e que a morte tirou. Restam as lembranças, os exemplos, fica a saudade.

Como é difícil um Natal sem o abraço do pai que partiu. Difícil comemorar sem o filho, a filha, os amigos que se foram por causa dessa doença miserável.

Mas a Covid-19 também nos ensinou. Ensinou que a distância das pessoas que amamos pode ser uma das mais malvadas dores para o coração. Ensinou que podemos ter tudo, mas sem saúde não temos nada. Ensinou a refletir sobre o que realmente vale a pena nesta vida. Saúde, bons amigos, esperança, coragem, família, fé.

O Natal de 2021 vai ser mais do que especial. O período de renovação para os cristãos vai ser também o período de celebrar uma nova vida, uma vida pós-Covid. Vai ser o Natal das risadas, do toque, da conversa e do olho no olho que tínhamos antigamente e nem dávamos tanta bola assim. O que antes era normal hoje está sendo pintado como extraordinário.

Por que um simples abraço de Natal fez tanta falta? Porque um abraço de Natal não é nada simples.

No abraço estão carregadas as mais puras e gostosas emoções. No abraço as pessoas expõem seus melhores sentimentos sem dizer uma só palavra. O abraço conforta, alivia. É bom tanto para quem dá quanto para quem recebe. O abraço, simplesmente, une.

Claro que nem tudo ainda é como a gente gostaria que fosse. A Covid-19 ainda assusta, a pandemia ainda não acabou. Mas, que nos desculpem as autoridades de saúde, para muita gente esse vai ser o Natal do abraço.

Desejamos a todos nossos leitores e parceiros um Natal cheio de felicidades, com muita saúde, paz, alegrias e abraços.

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