O novo normal

Muito já se ouviu falar do novo normal, algo que talvez mude a forma de viver da sociedade mundial após a pandemia de coronavírus. Ainda é precoce saber do que exatamente se trata esse novo normal, mas ele não vai vir do dia para a noite e reconfigurar a humanidade em um estalar de dedos. Ele já está acontecendo. O novo normal já está em curso e parece mais promissor do que assustador.

Guerras, conflitos e pandemias aceleram os processos de mudança que já estão em curso e realmente mudam rumos. A expansão econômica em todo o planeta só aconteceu após a 2ª Guerra Mundial. Depois dos atentados de 11 de setembro, a segurança internacional foi completamente reconstruída. Com o coronavírus não vai ser diferente. O novo normal está em aceleração.

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No mundo todo, o ensino a distância, mesmo aos trancos e barrancos, como no Brasil, teve que ser acionado às pressas. Empresas que relutavam nas vendas começam a aparecer na rede mundial e a fazer negócios a distância. As videoconferências que quase não existiam no cotidiano corporativo se tornaram primordiais, mesmo em pequenas empresas. As pessoas perceberam que não é preciso enfrentar trânsito e aeroportos para fazer reuniões produtivas, a custos infinitamente menores. O home office, que sempre foi visto com certa desconfiança, tem se mostrado uma excelente alternativa para agregar saúde emocional e bem-estar dos colaboradores das grandes cidades. Muitos estão descobrindo pela primeira vez o que é estar em casa, em família.

As lives estão sendo incorporadas ao jeito de fazer jornalismo, ao jeito de consumir entretenimento e de ganhar dinheiro. Artistas e público estão interagindo talvez mais intensa e verdadeiramente do que quando lotavam estádios em shows. As entregas de compras on-line estão cada vez mais rápidas nos grandes centros.

No supermercado, o preço deve começar a deixar de ser o protagonista na escolha de muitas famílias, apesar da recessão. As pessoas estão cada vez mais interessadas, e isso já é praticamente consenso na indústria alimentícia, na qualidade, saudabilidade e origem dos produtos. Aliás, a qualidade dos alimentos vai ser uma obsessão nesse novo normal. A procura por produtos regionais, depois da globalização da comilança, deve ser cada vez maior. Valorizar mais o local é outra boa sequela que essa pandemia deve deixar.

A higiene pessoal e as relações interpessoais também devem mudar aos poucos. A máscara, oxalá, pode deixar de ser a companheira nos próximos meses, mas o álcool gel “veio” pra ficar. Parece delírio, mas até o acolhedor povo brasileiro vai ficar mais arredio.

Quando se fala em novo normal, há de se lembrar que a normalidade é subjetiva. Para uns, ela é assim, para outros, assado. O mundo não vai mudar, o hábito de bilhões de pessoas é que vai. Faz parte da evolução da sociedade, ou de parte dela. Para muita gente, ainda vão sobrar guerras e intolerância, vai faltar água, comida, saneamento básico, educação e respeito à dignidade humana.

De toda forma, o novo normal está despertando e é bom acompanhá-lo de perto, seja para melhorar seu bem-estar, seus estudos, sua forma de transporte ou o futuro de sua empresa.

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