Brincando na Praça 2019
Arno Kunzler

O país que queremos

Está claro, em todos os momentos, durante as campanhas eleitorais, durante as manifestações e protestos, que nós, brasileiros, queremos um novo Brasil.

Um Brasil onde tenha menos corrupção, menos miséria, menos favorecidos pelas leis espúrias, menos envio de dinheiro ilegal para o exterior, menos políticos desonestos, menos empresários sonegadores, menos burocracia, menos estradas sem conservação, menos idosos e deficientes desamparados, menos crianças sem educação…

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Um país onde tenha mais saúde pública, onde tenha de fato educação pública e de qualidade, mais segurança e menos policiais bandidos, um Judiciário mais célere, mais democracia dentro e fora dos partidos políticos, mais gestores públicos e menos políticos corruptos ocupando cargos estratégicos nos governos, menos impostos e menor carga tributária, menos aposentadorias duplicadas e triplicadas por manobras imorais…

Um país onde os professores respeitam os alunos, trabalhando, e os alunos respeitam os professores, estudando…

Um país onde se trabalha menos e se produz mais, onde as empresas sejam valorizadas pela geração de impostos e de empregos e não exploradas pelo próprio Estado como se fossem criminosas por ganhar dinheiro…

Um país onde os servidores públicos podem se destacar pela sua dedicação e não onde os que se dedicam mais acabam sendo igualados por baixo…

Um país onde o dinheiro público seja gasto de forma mais transparente e onde as prioridades de fato sejam priorizadas em todas as ações dos governos…

Queremos um país onde as pessoas sejam todas honestas… onde todos pagam corretamente seus impostos… onde todos respeitam as regras estabelecidas… onde todos se sujeitam a mesma lei…

Então, será que vamos alcançar esse país, sem termos o essencial?

Ou será que somos honestos, será que pagamos corretamente nossos impostos e será que aceitamos as regras estabelecidas em qualquer circunstância?

Precisamos entender que para construir um país como esse, dos sonhos, é preciso ter uma nação dos sonhos.

Talvez seja esse o grande equívoco. Queremos ter as coisas sem ter feito para merecê-las. Queremos um país grande, desenvolvido, cheio de oportunidades e justo para todos, sem ter formado uma nação.

 

* O autor é jornalista e diretor do Jornal O Presente

 

arno@opresente.com.br

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