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Isai Marcelo Hort

O PORQUÊ DOS TORNADOS – 2ª PARTE

Enfermidade – A criança de seis anos de  idade espera todos os dias até que o relógio mostra 11h30, horário que sua mãe a busca da escola para juntas almoçarem em família. A mesa do almoço é rodeada de alegria, enquanto ela, o pai e seus dois irmãos desfrutam da comida gostosa, preparada pela mãe. O sonho dela é ser como a mãe: cozinhar, deixar a casa limpa e passar a roupa do papai, que trabalha duro para ganhar o sustento da casa. Mas algo acontece com a mãe. Por alguns dias ela não veio mais buscá-la da escola, quem vinha era a vizinha e amiga da família. Mamãe teve que ir muitas vezes ao médico para fazer um tratamento, mas a filha não tinha noção do que significava uma quimioterapia. Mesmo com a mãe se sentindo fraca, a filha amava os abraços da mãe que a envolveram desde seu nascimento.

Certo dia o papai cuidadosamente chama a filha para dar uma notícia. Ele a coloca em seu colo e com os olhos cheios de lágrimas tenta explicar que mamãe foi morar com Deus e que não poderá mais voltar para casa. Você pode imaginar os “ventos” devastadores que sopraram contra aquela criança ou mesmo contra toda aquela família? Estes são os “tornados” da alma. Creio que são mais cruéis que os tornados da natureza. Ninguém os deseja! Nem Deus os desejou! O mundo jamais teria dilúvios nem tornados, mas foi assim que o homem escolheu desde o início. O ser humano optou pelos “tornados da alma” quando decidiu viver segundo seu próprio conhecimento.

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As duas árvores do paraíso

“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Gn 2. 9 Deus disse… “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Gn 2.17

Esta segunda árvore representava a escolha de viver segundo suas próprias escolhas, entre o que é bom ou mau, e não as do criador.

Deus desejava que o ser humano se alimentasse de árvores saudáveis, que dariam bênção e saúde. Se vivessem conforme sua vontade, teriam paz e manteriam a ordem na terra. Mas a escolha foi pelos “tornados da vida”.

A árvore escolhida foi a árvore da falsidade, da traição, da mentira e de toda sorte de pecado.

Diante da liberdade de escolha dada por Deus, o homem escolheu o mal. Apesar das tristes consequências, continuamos comendo da “árvore do conhecimento” e queremos decidir sozinhos o que é bom para nós.

O mundo que vemos hoje não é o mesmo que se via antes desta escolha.

O planeta terra estava dentro de uma harmonia divina que foi afetada com a desobediência. Assim também como uma família é afetada com a infidelidade do pai ou da mãe. “… maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida”. Gn 3:17

Os tornados, as doenças e os sofrimentos são o resultado de viver em um mundo decaído e amaldiçoado. Tanto os crentes quanto os descrentes desenvolvem câncer, são atingidos por enchentes ou abalados por terremotos. A diferença está na maneira com que um filho de Deus passa por estas situações.

“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Rm 8:28

 

* O autor é pastor da Igreja de Deus no Brasil em Marechal Cândido Rondon

isaihort@yahoo.de

 

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