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Silvana Nardello Nasihgil

O que eu quero estar fazendo e vivendo daqui a cinco anos?

Todos os dias me deparo com alguém que perdeu o interesse pela vida, pela perda de alguém ou de algo, pela incompreensão de si, pela história familiar que o travou, pela sensação de rejeição e incompreensão dos outros, pela falta de amor próprio ou pela incapacidade de compreender que a vida recomeça todos os dias.

Magoados, ofendidos, diminuídos, perdem o interesse de olharem para si. Não sabem mais quem são; se desprenderam de si no momento que creditaram aos outros o dever de suprir suas necessidades e carências.

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Sentimentos como esses são responsáveis pela perda de qualquer sentimento positivo, e, pior, a culpa não é dos outros, mas de quem permitiu que tomassem posse do seu existir.

Somos seres individuais, mesmo vivendo em pares ou grupos. Somos pessoas completas e possuímos dentro de nós todas as possibilidades, tanto de sermos o que quisermos ser, como de nos permitirmos ficar reféns da vontade do outro.

Muitas vezes as dependências afetivas nos impedem de compreendermos o quanto podemos fazer por nós, o quanto é possível ousarmos e nos permitirmos conhecer a nosso respeito, e o quanto é possível escolher uma vida leve e feliz.

Muito dessa confusão de sentimentos está atrelada à falta de discernimento daquilo que desejamos viver, à falta de um projeto que nos instigue a continuar, à falta de objetivos claros para o dia seguinte, para o mês seguinte, para a vida toda.

Então lhe faço um questionamento: pare agora essa leitura e pense, reflita e responda para você mesma essa pergunta: o que eu quero estar fazendo e vivendo daqui a cinco anos?

Normalmente não projetamos o nosso existir, então, sem uma base para nos ampararmos para prosseguir, nos tornamos frágeis e sem rumo, permitindo-nos ancorar na vida dos outros, colocando como base da felicidade o que o outro quer e pode nos dar.

Quando compreendemos que muito da nossa fragilidade está no amor que não sentimos por nós e pelo nosso viver, então as coisas começam a fazer sentido, porque compreendemos também que é preciso buscar o “eu” que perdemos ou ao qual nunca demos atenção, buscá-lo para nos tornarmos protagonistas da nossa história de vida, acrescendo e subtraindo aquilo que entendermos ser bom para o nosso existir.

A maior busca deve ser a autocompreensão, pois ela trará consigo o amor próprio e mais equilíbrio emocional.

Dentro do processo de estabilidade emocional poderão ser equilibradas as demais áreas do existir, pois teremos maior compreensão das nossas necessidades e da vida como um todo. Passaremos então a compreender o papel de cada um nas nossas vidas e teremos condições de escolher quem sim, quem talvez e quem nunca.

Tudo está fundamentado no amor próprio, porque quando passamos a nos amar e prestarmos atenção em nós, os espaços ocupados nas nossas vidas serão feitos por escolhas, seremos seletivos e muito daquilo que nos distanciava de nós não mais existirá.

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

 

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