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Dom João Carlos Seneme

“O que queres que eu faça? Que eu veja novamente”

O evangelho deste domingo (24) continua com o tema do caminho: na “estrada” com Jesus e seus discípulos. A narrativa trata de Bartimeu, um cego mendicante que estava sentado à beira do caminho: o que indica a situação de imobilidade e inércia de Bartimeu com poucas expectativas e pouca esperança. Quando passou Jesus junto com seus discípulos e uma grande multidão, o cego começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”! É a única oportunidade para ele mudar de vida e não a deixa passar.

A pergunta de Jesus – “O que queres que eu te faça?” – é a mesma que ele fez para Tiago e João domingo passado (17). A diferença está na resposta. Os apóstolos querem poder e prestígio. O cego, por outro lado, pede simplesmente que Jesus realize um dos sinais da presença do Reino de Deus. O homem rico foi incapaz de renunciar à sua riqueza, hoje o cego renuncia ao seu manto, sua única riqueza, porque o impede de se aproximar de Jesus. Através do grito, Bartimeu manifesta a sua total confiança em Jesus. Os cegos veem mais claramente do que aqueles com boa visão!

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A passagem deste domingo também nos ajuda a refletir sobre a fé, principalmente quando ela começa a definhar e não sabemos como agir. Muitas vezes nos colocamos no lugar de Bartimeu: sentado à beira do caminho, sem forças para seguir Jesus. Bartimeu não se deixou intimidar quando lhe pediram para ficar quieto e não incomodar o Mestre; ele se impõe, grita e se faz ouvir. Reconhece o seu pecado e pede que Jesus intervenha e lhe dê a vida novamente. Quando sente que Jesus parou e o ouviu não se sente mais sozinho.

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Três atitudes são fundamentais para aderir à nova vida oferecida por Jesus: Bartimeu joga o manto fora porque ele o impedia de chegar perto de Jesus. Depois, embora ainda não veja direito, dá um salto decisivo para ficar perto de Jesus. São atitudes que, muitas vezes, precisamos tomar: desatar as amarras que emperram a nossa fé, tomar uma decisão e colocar-nos diante de Jesus com confiança simples e renovada.

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Por fim, perto de Jesus, Bartimeu sabe muito bem o que ele quer: “Mestre, que eu possa ver novamente”! “No mesmo instante recobrou a visão e o seguia pelo caminho”. Receber a luz de Jesus é a certeza de que tudo pode mudar.

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O grito de Bartimeu: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim” também revela um Messias cheio de compaixão. Este grito toca o coração de Jesus e garante a Bartimeu e a todos nós que nenhuma súplica cai no vazio. Peçamos ao Senhor que nos faça fortes e corajosos para continuar seguindo seus passos e transformar o mundo ao nosso redor.

Neste domingo celebramos o Dia Mundial das Missões. É uma oportunidade de ajudarmos a sustentar as missões no mundo inteiro. Com nossa ajuda, a Igreja poderá realizar grandes obras em muitos lugares carentes. Rezemos e sustentemos as missões, os missionários e missionárias que partilham o amor de Deus em todos os lugares.

Maria, Mãe missionária, e São José, protetor da família, inspirem-nos a sermos missionários da compaixão e da esperança. Amém!

 

O autor é bispo da Diocese de Toledo

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