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Silvana Nardello Nasihgil

Ô se acaba!!!

Bom seria se todos soubessem que quando não há reciprocidade é melhor deixar ir. Muito antes de cansar a gente já sabe que está em um lugar que não cabe, mas, muitas vezes, a carência nos faz ficar. Por medo da solidão ou por força da carência, aquilo que não acresce e há muito deixou de fazer sentido vai se arrastando para juntar-se à coleção de sofrimentos… e vai diminuindo, enfraquecendo, transformando a dignidade e o amor próprio, até agonizar e morrer.

Ninguém precisa chegar até o fim, permitir o seu fim, a desconstrução dos próprios sentimentos, para reconhecer que não está dando certo. A gente precisa entender a hora em que se amar de verdade é só o que faz sentido.

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Existem momentos que a gente precisa ter o discernimento para dizer: deu!!!

É hora de ir embora, ou deixa ir, desapegar, parar de sofrer, de esperar por aquilo que muito provável jamais aconteça.

É hora de caminhar sozinho(a), livre, buscando dentro de si novos projetos, novos caminhos, reconstruir a vida e reeditar os sonhos.

É hora de dizer não a toda falta de reciprocidade e seguir lembrando que ser feliz está além de ter um par; ser feliz está naquilo que cremos, valorizamos, no nosso potencial e no desejo de que exista vida para buscar dias de felicidade.

Quem não cabe seja do jeito que for, que siga o seu rumo.

Assim devemos ser nós também; quando não coubermos, que saibamos ter dignidade e nos retirar.

Não dá para simplesmente esperar cansar. Isso é acréscimo de sofrimento, no qual não se deve demorar.

Nada de chegar ao esgotamento quando a gente já sabe que é hora de ir. Ir ou deixar ir é uma atitude inteligente com o nosso coração, e a vida futura certamente agradecerá!

 

Silvana Nardello Nasihgil é psicóloga clínica (CRP – 08/21393)

silnn.adv@gmail.com

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