Editorial

Os anos e seus significados

Chegamos, mais uma vez, ao final de mais um ano.

Dois mil e vinte e um poderia ser definido de várias formas, com várias análises, em muitos detalhes. Mas a palavra do ano é: vacina.

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Sim, os brasileiros escolheram essa palavra para resumir o ano que está chegando ao fim.

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Nied maio 2022 X

É uma palavra que divide a pandemia em dois tempos: um antes e um depois. Se antes da primeira dose, em janeiro, contávamos mortos e doentes, depois, começamos a somar, também, os vacinados. E fomos para fila a esperar nossa vez. Foi quando a palavra “vacina” passou a significar um pouco de tudo.

A escolha, é bom explicar, aconteceu a partir de uma pesquisa, que ouviu jornalistas, publicitários, pesquisadores e acadêmicos, além de brasileiros de todas as regiões do país por telefone.

E não houve dúvida, a “vacina” foi unânime, indiferente de perfil socioeconômico, de gênero, de raça ou de religião.

Por que será?

Porque em um momento difícil, de uma pandemia que atormentou por todos os lados, ela representou sentimentos de esperança, sentimentos de salvação, sentimentos de otimismo.

Claro, não foi e não é unanimidade, pois ainda há aqueles – e não são poucos – que condenam a vacina anti-Covid-19. Ainda assim, ou até mesmo neste contexto – de crítica -, a palavra foi bastante utilizada.

Em 2020, quando a Covid-19 tomou conta do mundo, os brasileiros escolheram “luto” como a palavra que definiu o ano.

Em 2021, foi a vez da “vacina”. Qual será a de 2022?

Talvez, “esperança”.

Talvez, a esperança ganhe contornos maiores e não seja somente aquele sentimento de virada de ano.

Talvez, vá além da esperança de recomeço de um novo ano.

Talvez, represente o começo de um novo tempo. Afinal, diante de tudo o que o mundo já passou, diante de tudo o que nós, brasileiros, já passamos, não há dúvida que muita coisa precisa ser reconstruída.

Vivemos tempos difíceis e a esperança coletiva por dias melhores, por um futuro melhor, pode fazer toda a diferença.

Por fim, na linha do tempo da pandemia, a sensação, ao menos, é de que estamos caminhando para melhor. Adeus “luto”, viva a “vacina” e que não nos falte “esperança” de um amanhã mais feliz.

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