Editorial

Pacata, mas nem tanto

As menores cidades do Brasil têm índices de segurança bem melhores do que os que ostentam os grandes centros, como Capitais e regiões metropolitanas. Os índices de roubos, furtos, assassinatos e outros crimes graves são bem mais baixos nas cidades com poucos habitantes.

No Oeste do Paraná, muitos pequenos municípios se orgulham em não registrar mortes violentas por meses ou até anos. Casas sem portões ou com pouca segurança ainda são vistas nessas cidades. Muros baixos, portas e janelas abertas, empresas sem segurança privada ainda são comuns.

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No entanto, volta e meia uma onda de assaltos volta a assombrar os cidadãos desses municípios. Em Marechal Cândido Rondon, o número de roubos à mão armada, ou seja, quando a vítima está presente no momento do crime, o que gera traumas e riscos à vida, está assustando a população e preocupando as forças policiais.

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Ao menos três lojas de conveniência foram assaltadas nos últimos dias na cidade. Mas os bandidos não querem só o dinheiro dos caixas e alguns produtos. O assalto a residências e propriedades rurais também tem chamado a atenção. O alvo são especialmente as caminhonetes, grandes ou pequenas.

Neste fim de semana, um assalto ocorrido na zona rural rondonense terminou de uma forma triste. Um homem começou a passar mal durante o assalto, chegou a pedir ajuda aos assaltantes, mas acabou falecendo, vítima de um infarto. Um fato que deixará marcas na família e nos amigos.

É muito difícil saber quando e onde os assaltos vão acontecer, mas a polícia precisa lançar mão de tecnologias e de seu setor de inteligência para sondar criminosos que se hospedam no município ou cidades vizinhas para cometer essas séries de furtos e roubos. Não dá apenas para ser reativo.

É preciso uma atuação pró ativa, que tenha o poder de inibir esses roubos, que tenha a força para desestimular esses criminosos.

A Polícia Militar do Paraná é bem equipada e precisa usar suas centrais de inteligência, suas câmeras de segurança, drones e tantos outros equipamentos que ajudem a prender esses cidadãos o quanto antes.

Mas, especialmente, é preciso que a atuação da Justiça também faça a diferença. Não adianta a polícia usar alta tecnologia, debruçar esforços em inteligência, prender hoje e a Justiça soltar amanhã, como quase sempre acontece. Bandido tem que ficar na cadeia, não aterrorizando a população de bem, causando medo, prejuízos e mortes.

As pacatas cidades do interior do Brasil já não são assim tão pacatas. Marechal Cândido Rondon experimenta uma nova onda de assaltos. A cidade calma se assusta com roubos diários e acumula cicatrizes que dificilmente vão sumir das cabeças das pessoas.

As respostas das autoridades policiais precisam ser rápidas e eficientes para frear essa onda de assaltos. Não dá para admitir que poucos criminosos tornem a cidade um campo de medo e de insegurança. É preciso agir rápido. É preciso agir com dureza para servir de exemplo e, quem sabe, fazer uma mínima justiça.

 

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