Editorial

Paliativo até quando?

Entra ano, sai ano, a demanda é a mesma nos municípios do extremo Oeste que têm balneários formados a partir do reservatório de Itaipu: revitalizar as estruturas. Neste ano, até agora oito dos 16 municípios (11 têm prainhas) que integram o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu apresentaram propostas à binacional para firmar parcerias e revitalizar as áreas de lazer dos parques e balneários.

Há estudos que apontam a possibilidade de um novo modelo de exploração econômica nas áreas de lazer dos municípios, tornando-os viáveis economicamente por meio de parcerias público-privadas. Assim, a dependência de recursos todos os anos para reformar e fazer benfeitorias nesses parques seria bem menor do que a atual. Sem dúvidas, é preciso tornar essas áreas economicamente sustentáveis, sem depender das prefeituras e da própria Itaipu.

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Com um novo modelo de exploração, será mais fácil manter as unidades, mas também gerar emprego e renda, aumento da arrecadação de impostos, conservação e valorização do espaço, atratividade para investimentos, além do “aluguel” que retornaria aos cofres públicos.

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Enquanto isso não acontece, cabe aos municípios correr atrás de recursos para não onerar seus cofres públicos com mais essa despesa, seja para manutenções ou revitalizações. Marechal Cândido Rondon está de olho na oportunidade. Circula também nos corredores da gigante hidrelétrica um pré-projeto que pode tornar o balneário rondonense o primeiro a ter uma estação de tratamento de esgoto, eliminando as foças inerentes a todas essas estruturas à beira lago.

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O projeto, do Serviços Autônomo de Água e Esgoto (Saae), pode revolucionar a maneira com que os efluentes e dejetos são tratados nesses locais, indo ao encontro de demandas tão necessárias no dia a dia, como a preservação das águas. A iniciativa precisa ser valorizada e, especialmente, apoiada, já que está apenas nas tratativas iniciais entre poder público rondonense e a binacional. Tal empreendimento colocaria município em outro patamar no aspecto do cuidado ao meio ambiente.

Com relação aos projetos de revitalização, a administração pública espera receber um bom dinheiro, que pode dar uma repaginada nas principais inconsistências que hoje existem na prainha. O espaço é belo, agradável e harmonioso, mas sempre há algo a fazer, seja pelas depredações e vandalismo, seja pelo desgaste das estruturas, seja pela necessidade de modernização dos espaços.

Investir em áreas de lazer, em especial nas prainhas, é um dever dos municípios. Mais ainda aos lindeiros, que têm a Itaipu como grande mãe para seus projetos e anseios. Que as parcerias sejam encaminhadas e que as prefeituras que ainda não apresentaram projetos se agilizem enquanto as parcerias público-privadas não se concretizam. Não dá para perder oportunidades.

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