Copagril
Editorial

Parabéns a quem o faz

Ele não é infalível, aliás como todo e qualquer modelo econômico não o é. É passível de falhas, está sujeito a desvios, é criticado por alguns, mas o modelo cooperativista de fazer negócios parece estar cada vez mais evidenciado no Brasil por sua eficiência, robustez e transparência. Essas organizações, em especial as agropecuárias, muito presentes na região Oeste do Paraná, como Frimesa, Copacol, Copagril, C.Vale e Lar, além das potências financeiras Sicredi e Sicoob, atuam a partir de sete princípios – adesão voluntária e livre, gestão democrática pelos membros, participação econômica dos sócios, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela comunidade. Fundadas em bases sólidas, emolduradas em ética e honestidade, parecem hoje importantes instrumentos de estímulo ao desenvolvimento econômico e social.

Esse modelo de gestão nasceu humilde, em pequenas, mas pujantes regiões agrícolas do país, especialmente no Sul e Sudeste. Em pouco tempo, o exemplo que vinha da Europa se difundiria no Brasil de espantosa maneira, acumulando conquistas econômicas e beneficiando as comunidades onde estão inseridas. De pequenos grupos de agricultores sonhadores, tornaram-se gigantes, algumas faturando mais de uma dezena de bilhões de reais por ano, espalhando-se por outras tantas regiões brasileiras que também começaram a aproveitar o suculento e doce mel extraído do cooperativismo.

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Do Sul, onde as cooperativas amadureceram por quase um século, ganharam outras regiões e até outros países. Com habilidade ímpar em lidar com seu “cliente”, o homem do campo gerou oportunidade de renda, ampliou conhecimentos e acessou mercados. Deu opções, mas especialmente garantias, amortecendo para si os impactos que a produção de alimentos coleciona em sua história, blindando, de certa maneira, o seu associado.

Muito desse louvável crescimento vem do próprio modelo cooperativista, forjado em valores morais e éticos que tanto faltam a outras instituições públicas e privadas, como os grandes conglomerados econômicos e seus amiguinhos eleitos pelo povo. Mas a ampla parte do sucesso cooperativista está soldada ao arrojo de seus cooperados e dirigentes, que ao longo dos anos ousaram fazer mais e melhor, sempre, e não tiveram medo de trabalho e das adversidades.

O modelo cooperativo instaurado no país cresceu de maneira colossal e parece não ter freio para parar. É um bom modelo a ser comemorado, especialmente quando o país carece de bons exemplos para seguir adiante. Parabéns a todos que fazem desse sistema um orgulho de decência e eficiência para o Brasil. Neste 1º de julho de 2017, ao ser celebrado O Dia Internacional do Cooperativismo, parabéns aos cooperados, que são quem magistralmente o faz.

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