Paraná Produtivo - ADI-PR

Paraná é o 3° Estado com mais Indicações Geográficas no país

Indicações Geográficas
O Paraná é o 3° Estado com mais Indicações Geográficas (IG) no país com o registro do Melado de Capanema no mês passado. A IG de Capanema é a 8ª registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e a 1ª da região Sudoeste. A 1ª foi a IP Norte Pioneiro do Paraná para café verde em grão e industrializado torrado em grão e ou moído, concedida em 2012. Em 2017, o Instituto concedeu IG para a Indicação de Procedência São Matheus, em São Mateus do Sul e municípios vizinhos, a 1ª do Brasil relacionada à erva-mate. Atualmente, existem 75 registros de IG no Instituto, sendo 55 indicações de procedência nacionais e 20 denominações de origem (11 nacionais e nove estrangeiras).

As IGs do Paraná
Os oito produtos com IG são: São Mateus do Sul com a erva-mate e derivados, Norte Pioneiro com os cafés especiais, Carlópolis com a goiaba de mesa, Oeste do Paraná como mel, Witmarsun com o queijo colonial, Marialva com as uvas finas de mesa, Ortigueira com o mel e o melado de Capanema. Outros quatro territórios têm pedidos prestes a serem protocolados ou sendo analisados pelo INPI: Morretes com a cachaça, Antonina com a bala de banana e o Litoral com barreado e farinha de mandioca.

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Plano Safra
Os empréstimos do Plano Safra para produtores rurais somaram R$ 108,5 bilhões no período de julho a dezembro do ano passado. O montante representa metade dos recursos programados para o plano no período 2019/2020. O balanço do Ministério da Agricultura mostra que do total tomado de empréstimos, R$ 28,5 bilhões foram em operações de investimento e R$ 80 bilhões em operações de custeio, comercialização e industrialização.

 

Menos por mais
Sexto principal produto exportado pelo Brasil em 2018, no ano passado a carne de frango caiu para a 7 ª posição na pauta cambial, desbancado pelo milho (que ascendeu da 13ª para a 5ª posição) e pela carne bovina – que subiu para a 6ª posição graças a uma receita 2,5% superior à da carne de frango. E esta última perdeu uma posição na pauta porque o farelo de soja, anterior ocupante do 5° posto, caiu em 2019 para o 8° lugar. Ainda assim, o desempenho da carne de frango pode ser considerado excelente, já que sua receita no ano aumentou quase 8%, que coloca o produto entre os cinco (do grupo de dez) com incremento de receita em 2019.

Números da Abiec
Segundo entidade que representa os frigoríficos brasileiros, foram negociadas 1,8 milhão de toneladas, movimentando US$ 7,59 bilhões no último ano. Os principais destinos foram China, Hong Kong, União Europeia e Egito. Os frigoríficos levam em conta todos os produtos exportados pelo setor (in natura e processados), diferentemente da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, que levanta os dados da balança comercial. Levando em conta apenas as vendas da carne de frango in natura, o número é 12,5% maior que na comparação com 2018.

Efeito China
Os resultados positivos foram puxados principalmente pelo crescimento da demanda chinesa, que em 2019 se consolidou como o principal destino da carne brasileira, respondendo por 26,7% do total exportado pelo país. Em 2019 as exportações para a China somaram 494.078 toneladas, crescimento de 53,2% ante 2018. Em receita, o crescimento foi de 80%, com um total de US$ 2,67 bilhões.

De olho no trigo
A sinalização de preços maiores no Brasil e o possível atraso na janela ideal para semeio de milho segunda safra no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul podem atrair produtores para o cultivo de trigo em 2020. Este é o cenário estimado pelo Cepea. O órgão projeta que deverá haver elevação nos preços da farinha e do farelo no início do ano, uma vez que os valores do trigo em grão subiram. No caso do farelo as valorizações do milho também tendem a sustentar as cotações do derivado.

Renault em alta
Em 2019 a Renault manteve a trajetória de crescimento contínua desde 2010 e registrou novo recorde no Brasil, com 9% de participação de mercado – ganho de 0,3 ponto percentual em relação ao ano anterior, com 239.173 unidades emplacadas. Com esse desempenho, a Renault fechou 2019 como a 4ª colocada em vendas no país. Enquanto o mercado brasileiro cresceu 7,4% no ano passado, o Renault teve alta de 11,3% nos licenciamentos na comparação com 2018.

20 anos de Brasil
Ano passado a Curitiba Motores, fábrica de motores da Renault do Brasil, completou 20 anos de produção no Complexo Ayrton Senna. Desde sua inauguração, em 1999, a unidade já produziu mais de quatro milhões de motores, com cerca de 40% destinados à exportação. Atualmente, a fábrica produz três famílias de motores e tem capacidade produtiva de 600 mil unidades por ano, além de exportar motores para a Colômbia e Argentina e componentes para Turquia.

Recordes no algodão
Com o volume recorde de algodão colhido na temporada 2018/19 o mercado externo foi a alternativa para o escoamento da safra. De acordo com Secretaria Comércio Exterior, de janeiro até a terceira semana de dezembro foram exportadas 1,53 milhão de toneladas da pluma, 57% superior ao volume de 2019. Segundo dados da Conab, a produção brasileira 2018/19 atingiu volume recorde de 2,7 milhões de toneladas, alta de 36% frente à anterior, impulsionada pela elevação de 37,8% na área cultivada.

E-Social
O prazo para o envio dos eventos de saúde e segurança do trabalhador foi prorrogado pela Secretaria de Previdência e Trabalho. O sistema informatizado de prestação de informações de empresas e trabalhadores, o eSocial, será obrigatório para médios empregadores. Cerca de 1,24 milhão de médias empresas, que faturam até R$ 78 milhões por ano, deverão inserir os dados de saúde e de segurança de 21 milhões de trabalhadores na ferramenta até o dia 08 de janeiro de 2021. Este prazo não vale para as empresas que optaram pelo Simples.

Franceses comprando
A Engie Brasil Energia (EBE, antiga Tractebel Energia), empresa brasileira controlada pelo grupo francês Engie, pretende comprar a hidrelétrica Foz do Areia, da Copel. Maior usina do parque gerador da estatal paranaense, Foz do Areia possui 1.676 megawatts (MW) de capacidade instalada e está situada no Rio Iguaçu, no município de Pinhão.

Na Polônia
A gripe aviária está se espalhando para a Polônia, com sete casos registrados nas últimas duas semanas em granjas de aves em diferentes regiões do país. Até agora, quase 100 mil aves foram afetadas em fazendas de perus, codornas e galinhas. O serviço veterinário polonês informou que a gripe aviária de alta patogenicidade foi encontrada em sete compartimentos de aves domésticas: três grandes compartimentos de perus, um compartimento de galinhas, um recinto de codornas e duas fazendas domésticas com 79 aves de diferentes espécies – galinhas poedeiras, patos, gansos e pombos. Os pássaros nos recintos afetados foram abatidos e queimados. A Polônia é o maior produtor de aves da União Europeia e o 3° maior exportador de aves do mundo. O último caso de gripe aviária na Polônia foi relatado há dois anos.

Vizinhos
Até agora, a vizinha Bielorrússia já proibiu as importações de aves das regiões afetadas pelo vírus e a autoridade veterinária da Letônia instou os criadores de aves do país Báltico a tomar medidas de biossegurança para proteger suas aves após relatos de um surto de gripe aviária na Polônia. O serviço veterinário e de alimentos da Letônia informou que aves domésticas e decorativas importadas da Polônia no mês passado e perus das fazendas afetadas pela gripe na Polônia não chegaram à cadeia alimentar. Até o momento, a Letônia permaneceu livre da gripe aviária.

Incêndios na Austrália
O Ministério da Agricultura da Austrália teme que as perdas de animais de criação pelos incêndios que o país está enfrentando possam somar mais de 100 mil cabeças. As áreas mais atingidas possuem 12% do gado ovino e 9% do gado bovino da Austrália. Devido ao tamanho da área impactada, pode levar meses até que os números exatos de perda de estoque sejam conhecidos.

Crédito paranaense
O BRDE viabilizou em 2019 a oferta de R$ 850 milhões de crédito a empresas paranaenses em vários segmentos econômicos. Apenas no cooperativismo foram investidos R$ 387 milhões em projetos prioritariamente voltados para a agroindústria, seguidos daqueles de melhoria da infraestrutura. O volume considera tanto o financiamento para cooperativas como para cooperados.

Da Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em 
www.adipr.com.br 

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