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Editorial

Parece que nada mudou em tudo

Começa nesta sexta-feira, 1º de fevereiro, em todo o Brasil, o ano legislativo, com a posse de deputados federais e senadores da República. A partir da próxima semana, a população poderá começar a ter clareza se os eleitos estão comprometidos com as causas primordiais da nação, como a reforma da Previdência e a reforma política. Até agora, na verdade, eles só pensam em quem vai presidir as duas Casas de Leis.
As eleições, também para a mesa diretiva, estão marcadas para o fim da tarde de hoje. No entanto, os principais candidatos estão costurando suas colchas de retalhos, tentando aglutinar para si o maior apoio possível. Ontem (31) tinha até santinho com a foto dos candidatos sendo distribuídos nos salões do poder em Brasília. Campanha eleitoral na veia.
No Senado, infelizmente, é possível que haja o mais do mesmo. Renan Calheiros (MDB) é quem mais tem chances, a depender se a votação será secreta ou aberta. Neste caso, Calheiros poderia perder alguns votos de senadores constrangidos em apoiá-lo publicamente.
Quem corre por fora é a senadora Simone Tebet, do mesmo MDB, mas que tem criado com sucesso uma corrente anti-Renan. Este cidadão, que já presidiu a Casa por duas vezes, tem contra si dezenas de processos de corrupção e outros crimes tramitando na Justiça. É o símbolo máximo da velha política, encabeçada no Senado por um dos mais audaciosos e ardilosos políticos remanescentes.
Na Câmara, Rodrigo Maia (DEM) deve emplacar mais uma presidência, apoiado por 15 partidos e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Outros nomes são cogitados e vão disputar o posto máximo da Câmara, mas esses contam com bem menos café no bule. Ou seja: mais do mesmo. Em princípio parece que nada mudou em tudo.
Independente de quem vai assumir as presidências do Senado e da Câmara Federal, a população brasileira quer comprometimento dos eleitos com as demandas que o país tem. A grosso modo, eles precisam criar boas leis, apoiar e auxiliar o Poder Executivo na governança do país, sem esquecer seu papel fundamental de controlar e fiscalizar com seriedade as ações de Jair Bolsonaro e equipe.
No fim das contas, são centenas e centenas de políticos, que recebem milhões e milhões para trabalhar para o povo brasileiro. É isso que se espera que eles façam. Trabalhem, mas não só trabalhem. Trabalhem com seriedade, responsabilidade e precisão.
O brasileiro não quer mais ser passado para trás na esfera política. A intolerância com os corruptos tem ganhado cada vez mais volume e corpo. Não há mais quem ature condutas criminosas dentro da política.
Juntos, o Congresso Nacional e o governo federal começarão, a partir da próxima semana, a tomar as rédeas do Brasil. Parlamentares precisam ter uma relação azeitada com Bolsonaro e vice-versa, apoiando boas decisões e reprimindo aquelas que a maioria julga equivocadas.
Está nas mãos de poucas pessoas o futuro do Brasil. Se as mudanças tão mendigadas em uníssono tom nas ruas e durante a campanha eleitoral serão de fato uma realidade só o tempo dirá. Pelo andar da carruagem parece difícil, mas não há de se perder a esperança.

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