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Editorial

Pedras no sapato

Burocracia. Eis a pedra no sapato do brasileiro que não apenas incomoda, mas torna o país lento, gera perdas econômicas, desgaste da máquina pública e ineficiência em tudo que ela toca. Serviço público no Brasil. Eis um sistema que, salvo raras exceções, é de má qualidade, lento e, por natureza, burocrático.

Agora, a burocracia e o serviço público unidos atestam a ineficiência do Brasil e retardam a abertura de um frigorífico de suínos em Marechal Cândido Rondon. Está tudo pronto, após mais de oito anos de construção, a estrutura que acabou de ser arrendada pela Frimesa num desgastante episódio que no fim das contas teve final feliz, está parado à espera de seu registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF). Mais que isso, o funcionamento da unidade de Marechal Rondon depende da designação de um médico veterinário do Ministério responsável em fazer a inspeção no frigorífico. Não há profissional disponível no momento. O atraso no início das atividades já completa meio ano.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

Para sanar a falta de profissionais no Paraná – um dos maiores produtores agropecuários do país -, o Mapa estaria designando médicos veterinários de Goiás. Em todo esse tempo, a cooperativa amarga prejuízos, tendo que abater os suínos na região de Irati, pagando a mais por isso, ou até mesmo vendendo o animal vivo.

Parece que em poucos dias o frigorífico de Marechal Cândido Rondon finalmente deve começar a operar, gerando riquezas para o município, renda no campo e na cidade e empregos para uma parcela considerável de pessoas. Parece, porque quando o serviço público e a burocracia entram em campo, a efetividade, a robustez e a previsibilidade batem em retirada. É ver para crer, mesmo que para isso seja preciso aglutinar perda de desempenho.

Mais uma vez, o agronegócio brasileiro é prejudicado pela incompetência governamental intrínseca nas veias do Poder Público. Mais uma vez a população sofre com a falta de uma gestão de qualidade, demonstrada país afora por cooperativas, empresas privadas e outros modelos de negócio mais consolidados e precisos. O exemplo da Frimesa em Marechal Rondon é só mais um entre tantos exemplos de ações (ou a falta delas) do governo que travam o único setor que vem desempenhando com maestria seu poderio econômico nos últimos anos.

Nos últimos três anos, o agronegócio garantiu o superávit da balança comercial brasileira, reduziu o tremendo impacto da crise econômica, mantendo empregos no campo e nas agroindústrias e crescendo bem acima da média nacional.

Se os governos apenas não atrapalhassem, o agronegócio poderia ainda muito mais fazer pelo Brasil. Sob plataformas tecnológicas de ponta e acesso aos mais exigentes mercados mundiais, o agro brasileiro caminha para ser o maior e mais desenvolvido do planeta. Com trabalho e profissionalismo, está rumo ao topo do mundo. Sozinho, ele vai bem, mas melhor seria fazer essa caminhada sem as pedras no sapato.

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