Copagril
Dom João Carlos Seneme

Pedro e Paulo, seguidores de Jesus, ícones da fé

Celebramos neste domingo a Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. Dois seguidores de Cristo, dois apóstolos, dois mártires, diferentes entre si, porém unidos no amor a Jesus Cristo e seu Evangelho. Foram martirizados em momentos diferentes, porém manifestaram o mesmo testemunho da fé, por isso são, para nós, exemplos de vida e seguimento. Suas vidas, fé, testemunho, sofrimentos e amor ao Evangelho sejam estímulos para cada um de nós hoje.

A liturgia de hoje nos oferece uma descrição, não só dos dois apóstolos, colunas fundamentais da fé cristã, mas também do início da Igreja. São exemplos que podemos encontrar em qualquer comunidade cristã fiel ao Evangelho. Pedro e Paulo, no contexto de nossa celebração, não são apenas dois indivíduos que responderam ao chamado de Cristo, mas simbolizam a resposta afirmativa de toda Igreja ao projeto de amor de Deus Pai.

Casa do Eletricista CÂMERAS

Através do Novo Testamento nós podemos reconstruir o itinerário de suas vidas e perceber a gratuidade da escolha divina. Pedro era um pescador da Galileia, trabalhava com o pai, Jonas, e o irmão, André, no lago de Tiberíades. Neste contexto de vida foi chamado por Jesus e se tornou discípulo. Foi colocado por Jesus Cristo como o chefe da Igreja que nascia. Por isso, a cátedra de Pedro foi edificada sobre o seu túmulo onde hoje está a Basílica de São Pedro, símbolo da unidade da Igreja Católica. Pedro continua sendo a rocha sobre a qual Cristo vai construindo misteriosamente sua Igreja, o sinal da unidade para todos os que invocam o nome do Senhor.

Paulo fez um caminho diferente. É chamado por Jesus no caminho de Damasco. A partir daquele dia sua vida se transformou e passou de perseguidor da Igreja nascente a um apaixonado por Jesus Cristo: “O amor de Cristo me impele” (2Cor 5,14). Abriu-se aos pagãos e procurava anunciar a boa-nova de Jesus em todos os lugares, pregando aos judeus e aos pagãos. Por onde passava fundava novas comunidades.

Acompanhando a história desses dois homens, podemos perceber Deus traçando o seu plano de salvação e contando com a generosidade humana para concretizá-lo. A Igreja é a comunidade daqueles que se unem a Pedro ao proclamar a fé em Jesus Cristo, “A quem iremos Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”. Quem edifica a Igreja é Cristo.  É ele que escolhe livremente um homem e o põe na base do edifício. Nós conhecemos a fragilidade de Pedro, seu medo, mas também sua generosidade em deixar tudo para seguir Jesus. Por isso, ele é um instrumento nas mãos de Deus e se torna símbolo da unidade: “onde está Pedro, ali está a Igreja” (Santo Ambrósio).

Neste dia vamos rezar por toda a Igreja espalhada pelo mundo de modo especial pelo nosso Papa Francisco: que os exemplos dos Apóstolos e dos primeiros cristãos que foram fieis a Cristo estimulem uma fidelidade mais profunda ao Evangelho. Rezemos também por aqueles que sofrem perseguição por causa de sua convicção religiosa e testemunho: que eles encontrem apoio e proteção em meio aos riscos que correm por professar sua fé e amar a Igreja.

TOPO