Brincando na Praça 2019
Pastor Mário Hort

Perigos na travessia da Amazônia ao paraíso – 4ª parte

 

Há muitas narrativas sobre ataques de serpentes na selva amazônica. A maior sucuri de que se tem registro, por fonte confiável, media 11 metros e 65 centímetros e foi encontrada pelo Marechal Cândido Rondon, no século XX. Natalino, um desconhecido, que se tornou meu amigo, bateu no meu ombro e perguntou: “O senhor está gostando de nossa cidade”?

Natalino me convidou para ir com ele à Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, e eu lhe perguntei: “Qual é o bicho mais perigoso da Amazônia espiritual”? Ele respondeu: “O sexo”.

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O novo amigo falava como o povo fala e é exatamente isso o que eu procuro: desejo saber o que as pessoas fazem, do que gostam, o que lhes causa medo e quais são suas angústias e alegrias. Desejo compreender e responder por escrito.

Natalino perguntou: “Como a Bíblia afirma ‘que o empregador pagou o mesmo salário para quem começou a trabalhar às seis, às oito, às 11 e até 17 horas’”? Respondi: “Isso é misericórdia de Deus, Natalino. Um pai achou serviço às seis horas da manhã, outro apenas às 17 horas da tarde, mas ambos precisavam de comida para os seus filhos naquele dia. Isso é a misericórdia de Deus”! (Mt. 20:1-16)

Natalino foi confidencial e isso fica entre nós. Porém, a “fera sexo” também está no Sul, na Europa e na África. Em todo o mundo morrem milhões de pessoas por Aids e doenças venéreas por causa do “bicho sexo”. Contudo, o sexo realmente é uma fera?

Natalino, o sexo não é “fera”. O sexo é o mais belo fruto, presente de Deus para marido e mulher. O coração e a mente do homem e da mulher, estes se tornam feras quando vendidos na “feira livre”. Aos promíscuos acontece com o sexo, como faz a sucuri com suas presas: ela se enrola toda nela e a sufoca até a morte.

O “sexo” fora de sua ordem e decência se transforma em “fera” indomável e mortal contra o próprio bem-estar de quem o emprega no pecado fora do casamento.

 

Armas dos cristãos para a travessia da Amazônia

Encontrei o taxista Marcos em diálogo com um recepcionista, quando o taxista concluía a frase: “Eu queria dizer umas verdades para o meu colega, mas lembrei de que a Bíblia diz: ‘se alguém lhe bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar sua a túnica, larga-lhe também a capa’”. O taxista concluiu: “Eu não vou me defender…”. Enquanto ele batia em sua própria face.

Oferecer o outro lado da face para quem nos bateu ou roubou o “paletó” é a arma dificilmente usada por nós, cristãos, mas quando usadas em nome de Jesus e em humildade acertamos a “sucuri e o jacaré” na cabeça, com poder de fogo divino. Experimente! Todavia, no comércio e também nas igrejas a realidade é outra: tirou meu freguês, levou uma “rasteira” e eu lhe roubarei seu empregado.

Alguns são capazes de mandar uma investigação da Polícia Federal para destruir o concorrente. Essas são armas do inferno usadas na “selva amazônica” do Sul, do Norte, na Europa, África e Ásia…

As armas da fé são: verdade, justiça, evangelho da paz e a espada da fé. (Ef. 6:13-17)

Essas foram as armas dos cristãos que enfrentaram o Império Romano e a antiga Religião Judaica. E eles conquistaram continentes e alguns deles foram mortos, porém venceram a “travessia da Amazônia da vida” e entraram para o paraíso eterno.

 

Mário Hort, o autor é pastor da Igreja de Deus no Brasil em Marechal Cândido Rondon

ecosdaliberdade@yahoo.com.br

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