Arno Kunzler

Pra que endurecer a lei?

Quando as pessoas comentam sobre a problemática da segurança pública, têm, evidentemente, opiniões diferentes.
Há quem imagina que vamos chegar a ter cidades com segurança, apenas olhando para os pobres, oferecendo-lhes educação e emprego.
Que polícia deve ser educada e desarmada.
Que a Justiça deve socializar e não apenas repreender os criminosos.
É uma teoria que tem seus fundamentos e, por isso, muita gente comunga com ela.
Mas a bem da verdade o crime não começa necessariamente pela classe pobre e nem pela falta de educação.
Especialmente no Brasil, os criminosos mais perigosos não são pobres e nem desassistidos pelo Estado, pelo contrário.
O crime nasce, via de regra, onde tem gente escolarizada e, não raramente, também endinheirada.
Aí que está o problema, os pobres são apenas a mão de obra selecionada para operacionalizar as ações criminosas.
Eles estão apenas aproveitando uma oportunidade de ganhar mais ao praticar delitos do que trabalhar em emprego normal.
Se a lei for frouxa, os criminosos continuam articulados e dispostos a desafiar o Estado, sem medo de serem tirados de circulação.
O Brasil é um país generoso com os malfeitos. Muitas leis foram “escritas e aperfeiçoadas” pensando nos próprios.
Assim, o crime organizado saiu das favelas e foi se instalar nos porões do poder em Brasília, e os que deveriam cuidar dos interesses da segurança do povo se mantêm fiéis aos que patrocinaram suas campanhas eleitorais.
Em 2019 o Brasil disse não a esse modelo de governança e o atuais dirigentes dão sinais de querer mudar.
Para isso é preciso engrossar as penas para os criminosos e reduzir a chance da impunidade!

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