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Preço do milho bate recorde histórico no Brasil; cotação atinge R$ 81,48 por saca de 60 quilos

Preço do milho

O preço do milho bateu um recorde histórico no Brasil, com a cotação atingindo R$ 81,48 por saca de 60 quilos na terça-feira (27), o que apagou a máxima anterior de 2007, de acordo com indicador referencial do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP). No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea, que citou em análise recente a retração de vendedores e a elevação dos valores nos portos de exportação diante da boa demanda como fatores para o avanço da cotação, além do aquecido consumo doméstico. No acumulado de 12 meses, o milho praticamente dobrou de preço, conforme o indicador, que mede negócios do produto posto na região de Campinas (SP).

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Industrial paranaense

A sensação de que o pior da crise provocada pela Covid-19 no Brasil ficou para trás parece ter influenciado os industriais paranaenses em outubro. É que pelo quinto mês seguido a pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) registrou crescimento no otimismo dos entrevistados. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) chegou a 68,4 pontos em outubro, mesmo valor de fevereiro e muito próximo dos 68,9 pontos divulgados em dezembro de 2019 e janeiro deste ano. A última queda do indicador ocorreu em maio, no auge da crise sanitária no Estado. O valor atual também está 3,6 pontos acima do verificado em setembro, mostrando que há uma alta gradual desde a retomada das atividades na indústria a partir do meio do ano.

 

Diagnósticos veterinários

O Instituto de Tecnologia do Paraná assinou na segunda-feira (26) a contratação da empresa que realizará o projeto executivo do novo Laboratório de Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários do Tecpar. A empresa MEP Arquitetura e Planejamento, de Londrina, foi a vencedora do edital. Quando pronta, a unidade terá capacidade produtiva de 40 milhões de doses ao ano de sete produtos voltados ao diagnóstico de tuberculose, brucelose e leucose em rebanhos bovinos, suínos e ovinos. A previsão é que em dois anos sejam iniciados os testes de produção da unidade, que será viabilizada com investimento inicial de R$ 15,4 milhões do Fundo Paraná. A área total da unidade será de 2,1 mil metros quadrados e o prazo para execução do projeto executivo é de oito meses.

 

Exportações de carne suína

Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do governo federal, as exportações de carne suína na quarta semana de outubro registraram resultados superiores em mais de 46% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. O faturamento por média diária embarcada na quarta semana de outubro foi de US$ 10.015,673, 48,97% a mais do que o registrado no mesmo mês do ano passado. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 1,5%. No caso das toneladas por média diária, a alta foi de 46,94% na comparação com outubro de 2019, chegando a 4.179,654/dia. Em relação à semana anterior, a média de volume embarcado por dia teve queda de 3%. Já o preço pago por tonelada, US$ 2.396,292, foi 1,38% superior a outubro do ano passado e aumentou 1,7% na comparação com a terceira semana deste mês.

 

Exportações do agro

A receita gerada pelas exportações do agronegócio brasileiro chegou a US$ 79 bilhões entre janeiro e setembro de 2020, alta de 8% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Cepea. A expansão foi puxada pelo volume exportado, que avançou 16% no período. Segundo os pesquisadores do órgão, os números em dólar refletem um aumento no volume exportado, pois os preços médios dos produtos na divisa norte-americana recuaram 6% no período. Destaque para a continuidade do aumento da participação chinesa nas vendas do Brasil – de janeiro a setembro, os embarques para a China representaram 37% do total brasileiro. Os países da zona do euro tiveram participação de 14,3% e os Estados Unidos de 6,3%.

 

Projeções para soja

A seca observada ao longo de 2020 deve trazer consequências para a próxima safra de cana-de-açúcar. Segundo o presidente da Datagro, Plínio Nastari, o Centro-Sul deve moer 575 milhões de toneladas de cana em 2021/22 – 3,6% a menos que a projeção para a atual temporada, de 596,39 milhões. Os números atualizados da consultoria foram divulgados na terça-feira (27), durante a 20ª Conferência Internacional Datagro. De acordo com a Nastari, o clima deve afetar o rendimento agrícola da próxima temporada. A concentração de açúcar total recuperável (ATR) foi projetada em 141,2 t/ha, o que representa uma queda de 2% ante a expectativa para a atual.

 

Dívida pública

A dívida pública federal em títulos – que inclui os débitos do governo no Brasil e no exterior – registrou aumento de 2,6% em setembro e atingiu R$ 4,526 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional na terça-feira (27). Em agosto, a dívida somava R$ 4,412 trilhões. A dívida pública é emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Ou seja, para pagar despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos. No mês passado, de acordo com o governo, a dívida subiu porque as emissões de títulos públicos somaram R$ 155,27 bilhões, superando o volume das retiradas de papéis do mercado, que alcançaram R$ 74,57 bilhões no período. Com isso, a chamada emissão líquida, ou seja, acima do volume dos resgates, somou R$ 80,7 bilhões no mês passado.

 

Crédito imobiliário

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 12,91 bilhões em setembro de 2020, crescimento de 10,2% em relação a agosto e de 70,1% comparativamente ao mesmo mês do ano passado. O volume financiado é recorde, em termos nominais, na série histórica iniciada em julho de 1994, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Aproveitando os baixos patamares de juros no Brasil, na comparação entre os primeiros nove meses de 2019 e de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis avançaram 44%, atingindo R$ 78,8 bilhões, superando o resultado de todo o ano passado.

 

Confiança da indústria

O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas, teve alta de 4,5 pontos na passagem de setembro para outubro deste ano. Com isso, o indicador, que mede a confiança do empresário da indústria brasileira atingiu 111,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde abril de 2011 (111,6 pontos). Dezesseis dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do empresariado em relação ao presente, subiu 6,4 pontos, para 113,7 pontos, o maior valor desde novembro de 2010 (13,8 pontos). O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, cresceu 2,7 pontos, para 108,6 pontos, o maior patamar desde maio de 2011 (110,0 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada aumentou 1,6 ponto percentual, de 78,2% para 79,8%, maior valor desde novembro de 2014 (70,3%).

 

Show Rural

Trezentas empresas dos mais diferentes segmentos ligados ao agronegócio já confirmaram participação na 33ª edição do Show Rural Coopavel. O evento, um dos três maiores do mundo voltado à disseminação de novas tecnologias para o campo, vai ser realizado de 1º a 05 de fevereiro de 2021, em Cascavel. Além de empresas de máquinas e implementos agrícolas e de cultivares, híbridos e completa linha de insumos, o evento confirma a realização do Show Rural Digital, focado em tecnologias e novas soluções para o agronegócio, e do Show Rural Pecuário e Ovinocultura, com o melhor de raças para produção de leite e carne. Uma das novidades será a entrega de um amplo pavilhão para expositores da agricultura familiar, resultado de parceria com o IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural, que integra o Emater e o Iapar).

 

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

 

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