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Paraná Produtivo - ADI-PR

Preço dos produtos lácteos mais comercializados no Paraná sofre queda significativa em janeiro

Lácteos mais barato
Após uma alta consolidada em dezembro, o preço dos produtos lácteos mais comercializados no Paraná sofreu uma queda significativa em janeiro. O movimento do mercado está relacionado aos altos volumes de estoques que as indústrias mantinham no final do ano passado, o que fez com que o varejo pressionasse por pagar menos pelo produto. A dinâmica foi apresentada em reunião virtual do Conselho Paritário Indústria/Produtores de Leite do Paraná (Conseleite-PR). O colegiado aprovou o valor de referência projetado para janeiro de R$ 1,6765, para o litro de leite padrão – o que corresponde a uma queda de 9,95% em relação ao projetado em dezembro. Apesar disso, o preço de todos esses produtos começa 2021 em um patamar bem mais elevado em relação a anos anteriores.

Líder no Brasil
O Paraná encerrou o ano passado na liderança isolada do ranking nacional de colocação de profissionais pelas agências, com 74.615 trabalhadores efetivados em vagas de emprego com carteira assinada. Na região Sul, o Paraná está muito acima do segundo lugar, que foi o Rio Grande do Sul, com 14.855. Os setores que mais se destacaram no acumulado do ano de 2020 foram indústria de transformação (25.880), seguido de construção civil (14.855), comércio (7.967), agricultura (1.657) e serviços (629). Além disso, apenas um setor apresentou resultado negativo no acumulado do ano: serviços industriais de utilidade pública (-79).

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Custos de produção
Os custos de produção de suínos e de frango de corte acumularam percentuais recordes de aumento no ano de 2020 segundo a CIAS, Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. O ICPSuíno encerrou 2020 com alta de 47,28%, marcando 375,17 pontos (em dezembro de 2019, o índice era de 238,75 pontos). Somente os custos com a alimentação dos animais subiram 42,05% em 2020. Mas, com a queda do ICP verificada em dezembro passado (-3,07%), o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina baixou para R$ 6,56 ante os R$ 6,77 obtidos em novembro. Para comparação, em janeiro de 2020 o custo era de R$ 4,27 por quilo de suíno vivo e do frango.

O ICP
Frango fechou o ano com alta de 38,93%, aos 336,88 pontos (em dezembro de 2019, o índice era de 231,14 pontos). Em 2020, os gastos com a alimentação das aves também tiveram forte alta, chegando a 33,02%. Por outro lado, com o recuo no índice no último mês do ano passado (-2,51%), o custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou dos R$ 4,47 em novembro para R$ 4,35 em dezembro. Em janeiro de 2020, para comparação, o custo era de R$ 3,01 por quilo vivo. Os estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Agro catarinense
O agronegócio segue como o grande destaque da economia catarinense. Em 2020, o setor respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,7 bilhões. O estado ampliou sua presença internacional, principalmente com os embarques de carne suína, produtos florestais e do complexo soja. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). As exportações trouxeram a Santa Catarina receitas de US$ 8,1 bilhões em 2020, desse total US$ 5,7 bilhões foram gerados pelo agronegócio. Ou seja, a cada US$ 10 de faturamento, US$ 7 tiveram origem no agro. O setor também sofreu menos com os impactos da crise econômica. Enquanto o estado registrou uma queda de 9,2% nos embarques, o agro reduziu apenas 6,7% seu faturamento.

Financiamento imobiliário
Os financiamentos imobiliários chegaram a R$ 123,9 bilhões em 2020, um aumento de 58% em relação a 2019. A informação foi divulgada na última quarta-feira, 27, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Trata-se de um recorde histórico de financiamento com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), superando os patamares do ano de 2014, em que os financiamentos acumularam R$ 112,9 bilhões. A medição é feita desde 1994. Dezembro foi o melhor mês do ano e da série histórica, com acumulado de R$ 17,4 bilhões. O crescimento em relação ao mês anterior foi de 26,2% e mais que dobrou em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 8,6 bilhões).

Consumo em restaurantes
O consumo em restaurantes no Brasil caiu 28,1% ante mesmo mês de 2019, mostrou pesquisa da Fipe encomendada pela empresa de benefícios Alelo, indicando que o desempenho do setor piorou com medidas de isolamento social para conter uma segunda onda da pandemia de covid-19. A recuperação da atividade no segmento, que evoluiu de -48,5% (abril) para -24% (novembro), foi interrompida em dezembro, segundo a pesquisa. O levantamento também apontou que o número de restaurantes que efetivaram transações também foi 9,9% inferior ao registrado no mesmo mês de 2019. Em relação ao consumo em supermercados, os dados indicam queda de 2,7% no valor gasto em dezembro, ano a ano. Além disso, o número de estabelecimentos que efetivaram transações encerrou o mês 11,6% abaixo do patamar registrado em dezembro de 2019.

Shoppings centers
O faturamento do setor de shoppings caiu 33,2% em 2020, fortemente afetado pelos fechamentos do comércio para combate à disseminação do covid-19 no país. Foram R$ 128,8 bilhões contra R$ 192,8 bilhões em 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O mês de abril, quando o isolamento social teve a maior adesão pela população, foi o pior, com queda de 89% dos ganhos. O número de visitantes nos 601 shoppings do Brasil caiu 32% entre 2019 e 2020, passando de 502 milhões para 341 milhões de visitantes. Os shoppings centers tiveram resultados puxados para baixo pela pouca digitalização. Apenas 29% dos empreendimentos têm operação instalada de vendas online em período em que as compras digitais foram importantes para o comércio.

Empréstimo bancário
O volume total do crédito ofertado pelos bancos cresceu 15,5% no ano passado, atingindo a marca inédita de R$ 4,017 trilhões, segundo números divulgados na última quinta-feira, 28, pelo Banco Central. No fim de 2019, o estoque do crédito em mercado estava em R$ 3,478 trilhões. O crescimento registrado, portanto, foi de R$ 539,369 bilhões em 2020, o maior aumento desde o início da série histórica do BC, em 1991. O aumento no crédito bancário no ano passado está relacionado às medidas adotadas pelo Banco Central para liberar às instituições financeiras mais recursos destinados a empréstimos em meio à pandemia do covid-19. Em termos percentuais, ainda segundo números do BC, a alta de 15,5% foi a maior, para o crédito bancário em um ano fechado, desde 2012.

Vendas de máquinas
As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram no ano de 2020 R$ 144,5 bilhões, resultado 5,1% superior ao registrado em 2019. No mês de dezembro, as vendas somaram R$ 13,4 bilhões, 36,7% superior ao obtido no mesmo mês de 2019. Os dados, divulgados na última quinta-feira, 27, são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Dentre os segmentos que mais colaboraram com o aumento nas vendas estão máquinas para bens de consumo, em especial máquinas para madeira, alimentos e refrigeração. O setor vendeu ao exterior, no ano passado, R$ 7,3 bilhões em equipamentos, montante 23,7% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro, as exportações somaram R$ 759,2 milhões, 0,9% a mais que o obtido no mesmo mês de 2019.

Lucro na Tesla
A fabricante de veículos elétricos Tesla, de Elon Musk, reportou lucro líquido de US$ 270 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 157% ante o mesmo intervalo de 2019, porém abaixo do montante de R$ 331 milhões registrado no trimestre anterior. No ano de 2020, o lucro foi de US$ 721 milhões, contra um prejuízo de US$ 862 milhões registrado em 2019. Foi o primeiro lucro anual da história da companhia. A receita somou US$ 10,7 bilhões, entre outubro e dezembro, avanço de 45,5% no comparativo anual, e no acumulado de 2020 chegou a US$ 31,5 bilhões, alta de 28% ante 2019. O lucro, porém, veio abaixo das estimativas de mercado. De acordo com a agência de notícias Dow Jones Newswires, a expectativa da FactSet era que chegasse a US$ 1,3 bilhão em 2020. Já as receitas ficaram acima dos US$ 31,1 bilhões previstos.

Toyota supera VW
A Toyota Motors ultrapassou a Volkswagen e recuperou a liderança das vendas mundiais de automóveis em 2020, quatro anos após ter perdido o posto. A montadora japonesa vendeu 9,5 milhões de veículos em todo o mundo, o que representa uma queda de 11%. Mas o número foi suficiente para superar a concorrente. As vendas da Volkswagen, por sua vez, recuaram 15%, a 9,3 milhões. A liderança da Toyota pode ser pequena, mas sua capacidade de ultrapassar a Volkswagen demonstra a importância da China e dos Estados Unidos para qualquer fabricante global. A VW é a maior montadora estrangeira de automóveis na China, mas suas vendas lá caíram no ano passado, enquanto as vendas da Toyota no país asiático aumentaram 17%.

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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