Copagril
Editorial

Preservar vidas, sempre!

 

Lançada mais uma vez, nesta semana, no Paraná e respectivamente nos municípios deste Estado, assim como Brasil afora, a Campanha Maio Amarelo tem um propósito pra lá de importante: chamar a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

O movimento, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é extremamente válido se observarmos que o trânsito, em nove Estados brasileiros, provocou em 2018 mais mortes do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, os chamados crimes violentos, conforme mostra levantamento realizado pela Seguradora Líder, administradora do Seguro Dpvat. O levantamento compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública.

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São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente. O Paraná está entre os Estados na mesma situação, ocupando a terceira posição neste ranking de fatalidades. Em 2018 foram 2.712 mortes em acidentes contra 2.088 por crimes violentos.

Diante de dados como esses, nada mais pertinente de que o tema segurança viária ser colocado em pauta e mobilizar parcerias a partir de ações coordenadas entre o Poder Público e a sociedade civil. O engajamento entre órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações entre tantas outras pode, sim, fazer a diferença e possibilitar a propagação de conhecimento, de alertas, abordando e relembrando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Além do que, não são somente os números do trânsito em si que chamam a atenção. Os gastos com saúde, ocasionados pelos acidentes, também assustam. O valor de um acidente de trânsito pode desfalcar em até R$ 100 mil por paciente o Sistema Único de Saúde (SUS), considerando-se os casos mais graves, em que o acidentado necessita de atendimento de emergência, cirurgias, internação numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) entre outras situações.

Ou seja, basta um momento de desatenção no trânsito ou uma pisada mais fundo no acelerador para acontecer um acidente e este, quando não custar uma vida, custar caro, muito caro.

Em Marechal Cândido Rondon os índices em relação ao trânsito estão melhorando gradativamente. De agosto do ano passado até agora diminuiu 47% o número de acidentes no perímetro urbano. Já em termos de óbitos, de 2015 a 2016 ocorreram nove mortes em decorrência de acidentes de trânsito, de 2016 a 2017 esse número caiu para cinco, de 2017 a agosto de 2018 não houve registro e de agosto até março deste ano aconteceu um atropelamento que vitimou fatalmente uma pessoa.

Mas se por um lado os dados mostram que os acidentes diminuíram e o número de mortes caiu, por outro a imprudência dos condutores segue em alta. Basta verificar os boletins de ocorrência da polícia ou então acompanhar as notícias, principalmente em fins de semana, para perceber o quanto existe de motorista que desrespeita as regras de trânsito, e não só isso, coloca em risco a vida dos outros.

Em Marechal Rondon, a maioria dos acidentes ocorre em ruas e locais sinalizados, cruzamentos com faixas de pedestres, locais iluminados e com tempo bom, sendo o principal causador a falha humana. Ou seja, os motoristas falham a partir da imprudência ao volante, do excesso de velocidade, da desatenção e da falta de uso de equipamentos obrigatórios.

Segurança no trânsito é algo que devemos buscar todos os dias, mas se aqueles que possuem carteira de habilitação esqueceram grande parte das regras que tiveram que aprender para conquistá-la, não custa lembrá-los, nem que seja uma vez por ano mais efetivamente, no Maio Amarelo, do seu papel no trânsito. E neste sentido, as campanhas de conscientização, como esta em vigor, são significativas, pois sai ano entra ano batem na mesma tecla, “cutucam a ferida”, chamando a atenção para o mesmo assunto.

Educação e atenção no trânsito preservam vidas. Reflita! Que estilo de motorista, de ciclista ou de pedestre você é? Sim, porque o trânsito não é só feito de condutores de veículos. Todos que andam na rua fazem parte do trânsito e devem estar alertas ao que acontece ao seu redor.

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